O intervalo do jogo ajuda a explicar por que esse é o espaço mais caro da televisão
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Pagar US$ 10 milhões por apenas 30 segundos de exibição pode soar excessivo até para grandes multinacionais. Ainda assim, esse valor virou realidade no Super Bowl 2026, visto que os espaços publicitários disponíveis se esgotaram rapidamente.
O dado chama atenção não apenas pelo tamanho da cifra, mas pelo contexto em que aparece. Em um cenário de consumo cada vez mais fragmentado, poucos eventos ainda conseguem reunir uma audiência gigantesca ao vivo.
Como o preço do comercial do Super Bowl disparou
O aumento no preço dos comerciais do Super Bowl não aconteceu de forma repentina, mas sim ao longo dos anos. Basicamente, o evento conseguiu manter algo que outros programas perderam: a capacidade de reunir milhões de pessoas ao mesmo tempo diante da TV.
Outra razão é a oferta limitada, pois o intervalo do jogo tem poucos espaços disponíveis. Com isso, a NBCUniversal, emissora responsável pela transmissão, passou a negociar parte dessas cotas mais perto do evento, quando a disputa entre as marcas já estava definida. Com poucos anúncios à venda e muita procura, o preço sobe naturalmente.
Ou seja, o valor pago não se explica apenas pelo tempo de exibição. Ele reflete o acesso a um momento raro da televisão atual: um público gigantesco assistindo junto, ao vivo, sem desviar a atenção para outra tela.
Custo de comercial de 30 segundos no Super Bowl:
(Fonte: Bloomberg / NBCUniversal)
Quando o anúncio vira parte do espetáculo
No Super Bowl, o intervalo comercial deixou de ser apenas uma pausa no jogo. Dados de audiência e engajamento mostram que os anúncios passaram a concentrar atenção própria, algo incomum na televisão aberta.
Levantamentos de empresas de mídia e monitoramento digital indicam que os comerciais exibidos durante o Super Bowl costumam liderar rankings de visualizações e compartilhamentos nos dias seguintes à final.
Em muitos casos, esses anúncios acumulam milhões de visualizações adicionais fora da transmissão ao vivo, impulsionados pela repercussão em redes sociais e plataformas de vídeo.
A audiência concentrada sustenta esse efeito. Segundo dados citados pela Reuters, o Super Bowl costuma ultrapassar a marca de 100 milhões de espectadores reunidos em um único horário. Esse volume transforma os anúncios em assunto público imediato e amplia o alcance muito além dos 30 segundos originais.
Por outro lado, esse efeito funciona para o bem e para o mal. Com toda essa exposição, comerciais mal recebidos ganham escala com a mesma velocidade, gerando críticas, memes ou reação negativa.
Afinal, vale a pena pagar US$ 10 milhões por 30 segundos?
Do ponto de vista das emissoras, o preço elevado reflete a forte demanda por um espaço raro. Para Mark Marshall, chefe global de publicidade da NBCUniversal, o principal argumento é o reconhecimento de marca.
“Não há nada que crie reconhecimento como o Super Bowl e, portanto, acho que é por isso que as marcas continuam participando”, disse o executivo em entrevista à Bloomberg.
Super Bowl em números:
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