28 de fevereiro de 2026

​8 ações sobem mais de 10% e 8 caem mais de 10%: os destaques do Ibovespa em fevereiro 

MRV registrou as maiores altas, enquanto Raízen teve a maior queda
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O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (27), mas assegurou mais um desempenho mensal positivo, o sétimo seguido, marcado por novas máximas históricas, novamente sustentadas pelo fluxo de estrangeiros para as ações brasileiras.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,16%, a 188.786,98 pontos, acumulando declínio de 0,92% na semana, mas ainda subiu 4,09% no mês. Neste cenário, 8 ações subiram mais de 10% em fevereiro: MRV (MRVE3), Suzano (SUZB3), Vivo (VIVT3), TIM (TIMS3), duas classes de ações da Axia (AXIA3; AXIA6), PetroRecôncavo (RECV3) e Copel (CPLE3).

Enquanto isso, 8 ações caíram mais de 10%: Raízen (RAIZ4), Cogna (COGN3), GPA (PCAR3), Hapvida (HAPV3), Totvs (TOTS3), Minerva (BEEF3), CSN (CSNA3) e Smart Fit (SMFT3). Confira abaixo:

MAIORES ALTAS

MRV (MRVE3): +23,67%

O cenário para juros e as visões positivas para o Minha Casa Minha Vida guiaram os ganhos da MRV para o mês de fevereiro. A construtora ainda divulgará seus números no dia 9 de março, após terem publicado sua prévia do quarto trimestre em meados de janeiro, com números operacionais sólidos, impulsionados principalmente pela melhora no fluxo de caixa livre nas operações no Brasil.

Na visão do BTG Pactual, os resultados operacionais do quarto trimestre trouxeram mais aspectos positivos do que negativos: (i) os números operacionais no Brasil foram sólidos (velocidade de vendas de 23%); e (ii) a geração de caixa no Brasil foi positiva (e acima de sua projeção), o que considera a principal preocupação dos investidores. O banco mantém recomendação de compra para as ações e acredita que o caminho para uma desalavancagem mais significativa será difícil, mas o potencial de valorização pode ser significativo quando se concretizar. Para a casa, a MRV está começando a mostrar sinais de recuperação.

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A XP espera um 4T misto para a MRV, projetando que a receita líquida atinja R$ 2,668 bilhões (+12% ano a ano, -7% na base trimestral), com o crescimento anual impulsionado
por um reconhecimento de receita mais forte, à medida que as colheitas de projetos mais recentes ganham relevância na demonstração de resultados. A margem bruta deve expandir para 31,1% (+4,5 p.p. A/A), sustentada por uma melhor composição de projetos e pela crescente contribuição de lançamentos mais rentáveis.

Por fim, aponta, o lucro líquido ajustado deve atingir R$ 115 milhões (contra prejuízo de R$ 170 milhões no 4T24), com as margens se recuperando à medida que a rentabilidade operacional melhora, apesar das despesas financeiras ainda elevadas.

O Itaú BBA espera, após sólidos resultados operacionais no 4º trimestre, que a receita líquida cresça 26% ano a ano e que as margens brutas se expandam em cerca de 300 pontos-base anualmente. Consequentemente, vê o lucro líquido da MRV atingindo R$ 70 milhões (R$ 160 milhões nas operações no Brasil).

Suzano (SUZB3): +19,05%

A Suzano teve um mês de disparada em meio a resultados promissores e novas elevações de preços.

A companhia de papel e celulose divulgou seus números do 4T no dia 10 de fevereiro, saltando mais de 13% apenas na sessão pós-balanço. A maior produtora de celulose de eucalipto do mundo registrou Ebitda de R$ 5,58 bilhões e disse que manterá neste ano volume de produção de celulose de mercado cerca de 3,5% menor do que a capacidade nominal anual, além de anunciar no período recompra de até 40 milhões de ações.

Após o balanço, o Bradesco BBI reiterou recomendação de compra para as ações da Suzano, vendo uma das mais convincentes assimetrias de risco-retorno em seu universo de cobertura, com o avanço positivo do preço da celulose esperado para sustentar os lucros nos próximos trimestres.

Na semana do resultado, o Itaú BBA rebaixou Klabin (KLBN11) de outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para market perform (desempenho igual a média do mercado, equivalente à neutro) e manteve Suzano como preferida no setor.

Também no mês, a Suzano anunciou aumento dos preços da tonelada de celulose vendida em todos os mercados em março em até US$ 50, mantendo estratégia de reprecificação da commodity iniciada nos últimos meses do ano passado.

A companhia, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, elevará em março o preço em US$ 20 na China e restante da Ásia, enquanto nas Américas e Europa o reajuste será de US$ 50.

Vivo (VIVT3): +15,49%

As ações da Vivo registraram fortes ganhos no mês em meio ao quarto trimestre de 2025 considerados sólidos pelos analistas consultados

O Bradesco BBI considera os resultados positivos, com receita, Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e lucro líquido acima das suas estimativas e das estimativas do consenso.

O crescimento da receita de vendas de serviços (MSR) recuperou para 7,0% em relação ao ano anterior, confirmando a estimativa otimista e ficando no limite superior da faixa de consenso. O Ebitda cresceu 8,1% em relação ao ano anterior, superando nossa previsão em 2,3%.

A empresa ainda anunciou um novo programa de recompra de ações de até R$ 1 bilhão (aproximadamente 0,8% da capitalização de mercado atual) a ser executado até 2027. O Itaú BBA aponta que, olhando para o futuro, espera que os investidores se concentrem na capacidade da Vivo de gerar fluxo de caixa e no potencial de aumento da distribuição total aos acionistas este ano. “Mantemos nossa recomendação de compra, com as ações negociadas a um rendimento de dividendos de aproximadamente 6,4% em 2026”, ressalta.

TIM (TIMS3): +13,14%

Também no setor de telecomunicações e que recentemente divulgou seus números do 4T, a TIM apareceu como destaque do Ibovespa em fevereiro. A tele teve lucro líquido normalizado de R$ 1,35 bilhão no quarto trimestre, 28% maior que o obtido um ano antes e acima do esperado pela média do mercado.

O Bradesco BBI aponta que a TIM superou as suas estimativas e as do consenso, com lucro líquido 18,5% acima do consenso. Do ponto de vista da qualidade, considera as tendências operacionais bastante robustas em todos os aspectos.

A companhia também revelou no fim do mês uma atualização do plano estratégico para 2026, e entre diversos pontos feitos pela companhia, os analistas financeiros focaram em um deles: o aumento da remuneração dos acionistas. 

O guidance da TIM para 2026 mostra um crescimento de aproximadamente 5% na receita de serviços, assim como uma alta de 6% a 8%  no Ebitda do ano, com investimento em capital (Capex) entre R$ 4,4 e 4,6 bilhões. Já quando se trata da tão esperada remuneração aos acionistas, a companhia informou que a previsão é de R$ 5,3 e 5,5 bilhões em 2026.

“No guidance anterior, a TIM indicava dividendos/JCP médios de aproximadamente R$ 4,6 bilhões por ano no ciclo 2025-27. O novo guidance para 2026 agora aponta para R$ 5,3–5,5 bilhões de retorno total ao acionista, incluindo qualquer evento de remuneração relacionado ao exercício de 2026, o que representa um incremento relevante em relação ao nível anual anterior”, diz o relatório.

Isso significa que há um dividend yield (dividendo em relação ao preço da ação) de cerca de 8%, o que reflete numa maior atratividade das ações. “Na nossa visão, isso reflete a confiança da gestão na capacidade de geração sustentável de fluxo de caixa livre e na disciplina na gestão do balanço”, afirma a XP.

Axia (AXIA6): +12,96%

A Axia registrou mais um mês positivo no Ibovespa – além do otimismo consolidado com as operações para a empresa, um “fato novo” animou o mercado no período: a empresa apresentou proposta para migração ao Novo Mercado da B3, condicionada à aprovação em assembleias convocadas para 1º de abril de 2026.

Na avaliação do Itaú BBA, as condições finais são justas, pois reconhecem o tratamento econômico diferenciado atualmente dado aos preferencialistas, que recebem um prêmio de dividendos ao menos 10% superior ao pago aos detentores de ações ordinárias.

O banco destaca ainda que o efeito de diluição para os acionistas ordinários é limitado, devido às ações PNC, cujos direitos são equivalentes aos das ordinárias desde a emissão e que não estão sujeitas à proposta de migração. O Santander prevê que todas as PNCs sejam resgatadas ou convertidas em ações ordinárias até ao final de 2028.

Caso a operação seja aprovada, o Itaú BBA espera melhor alinhamento de interesses entre acionistas, aprimoramento da governança, aumento da liquidez das ações, potencial atração de investidores estrangeiros de longo prazo e maior flexibilidade para a administração na gestão da estratégia de remuneração aos acionistas.

PetroRecôncavo (RECV3): +12,61%

Em um cenário de alta para o preço do petróleo com as pressões entre EUA e Irã e com o brent passando de US$ 71 o barril no mês, as ações de petroleiras registraram ganhos no mês.

O destaque, contudo, ficou com a PetroRecôncavo, que anunciou durante o período otimização da diretoria da companhia com a redução de um cargo de diretor estatutário, enquanto aprovou ajustes na sua estrutura e atribuições para fortalecer seu foco estratégico.

Apesar da alta recente, analistas de mercado não veem números tão positivos a serem divulgados no 4T25, no dia 18 de março. A Genial Investimentos tem uma leitura negativa dos resultados da empresa tendo em vista a performance da produção ao longo do trimestre. A empresa encerrou o 4T25 com uma produção de 24,9 mil bpd (barris por dia), uma pequena queda na produção em relação aos números apresentado ao longo do 3T25 (média de 26,4k). “Tal valor é inferior a produção esperada da empresa em suas curvas de produção 1P (reservas provadas) onde a produção esperada para o ano deveria ser de pelo menos 30k bpd”, aponta.

Confira as altas do Ibovespa em fevereiro:

TickerValor (R$)Variação no Mês (%)MRVE310,2423,67%SUZB35819,05%VIVT343,1815,49%TIMS327,913,14%AXIA666,8612,96%RECV312,3212,61%CPLE314,6611,14%AXIA361,2710,20%DIRR316,329,75%MBRF320,689,59%B3SA317,899,48%USIM57,079,10%VIVA331,159,03%RAIL315,978,27%VAMO34,48,11%CSAN36,298,08%ABEV316,278,03%CURY338,868,03%PETR342,737,93%ASAI39,347,73%BBAS326,957,24%SBSP3153,887,21%PRIO354,497,10%MULT335,27,09%KLBN1120,567,03%ENGI1153,856,34%AURE311,866,27%BRKM59,595,97%PETR439,335,61%ALOS332,695,52%POMO46,884,72%TAEE1144,184,52%CSMG354,74,43%VALE388,474,30%IRBR361,94,23%NATU39,114,11%CMIG412,074,05%CEAB312,943,94%LREN315,583,52%SLCE316,483,39%BRAP424,833,37%ITSA414,272,96%EQTL342,112,83%IGTI1129,222,81%RENT350,762,40%ITUB446,781,96%ENEV321,41,90%RENT448,811,81%BRAV318,641,25%PSSA352,331,10%VBBR329,921,01%EGIE333,680,51%CYRE330,710,26%BPAC1161,260,23%

Maiores baixas

Raízen (RAIZ4): -32,98%

A Raízen até que começou o mês de fevereiro com boas notícias, com elevação de recomendação pelo JPMorgan para bond, mesmo com temor de recuperação judicial. A preocupação dos investidores com a possibilidade de recuperação judicial chegou logo após a Cosan (CSAN3) anunciar o resgate antecipado dos títulos, eliminando a cláusula de vencimento antecipado cruzado. Não durou muito, porque logo nos dias seguintes a ação caiu 13%.

Na sequência, em 9 de fevereiro, a companhia contratou assessores financeiros e legais para elaborar um ‌diagnóstico ‌com opções estratégicas para fortalecer sua liquidez, ‌otimizar estrutura de capital e interação com o mercado. No mesmo dia, Fitch Ratings, S&P Global Ratings e Moody’s divulgaram relatórios com rebaixamentos nos ratings corporativos.

A notícia seguinte foi o compromisso da Cosan (CSAN3) e a Shell, acionistas controladores da Raízen (RAIZ4), em contribuir com capital para uma solução definitiva dos problemas financeiros da empresa, segundo o CEO da Raízen, Nelson Gomes, em 13 de fevereiro.

Com papéis valendo centavos, a oscilação segue forte mesmo, assim como as pressões para solução definitiva para a situação. A maior produtora mundial de açúcar — uma joint venture da Shell com o grupo industrial Cosan (CSAN3) — registrou um prejuízo líquido trimestral de R$ 15,6 bilhões e alertou para uma “relevante incerteza” sobre sua capacidade de continuar operando.

Cogna (COGN3): -22,22%

A queda da Cogna (COGN3), após alta de 230% desde 2024, ocorreu em meio a um movimento de correção, com investidores embolsando lucros. No mês, também houve mudança de recomendação do Bradesco BBI. O banco rebaixou a recomendação de compra para neutra, considerando tanto a avaliação com as altas do papel e a expectativa de resultados mais fracos no 4º trimestre de 2025.

GPA (PCAR3): 19,58%

Os papéis do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) já figuravam entre as maiores quedas de fevereiro na semana passada, com perda de mais de 10% só na quinta-feira (19). Com a divulgação de seu balanço do quarto trimestre, a queda se aprofundou. A varejista incluiu na divulgação um alerta sobre “incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia”. 

A informação consta de uma nota explicativa da companhia, revisada pela Deloitte, sobre as demonstrações financeiras do GPA, referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025, divulgadas na noite de terça-feira, 24.

No acumulado do ano, as ações já caem cerca de 21%, com baixa de cerca de mais de 19% apenas em fevereiro.

Hapvida (HAPV3): -17,66%

A Hapvida apresenta perdas há meses, em especial depois de um terceiro trimestre de 2025 (3T25) desastroso, que fez com que as ações desabassem 42% após na sessão pós-balanço na sessão de 13 de novembro de 2025.

Antes da divulgação do próximo balanço (do quarto trimestre de 2025) em 26 de março, o mercado continua a questionar se os desafios da Hapvida são estruturais, ligados ao próprio modelo de negócios, ou mais cíclicos, impulsionados pela pressão competitiva de curto prazo da Amil.

Algumas movimentações da companhia foram recebidas, neste mês, com visão positiva de analista sobre alguns movimentos da companhia, como a  mudança na gestão e a postura mais restritiva da empresa em relação aos investimentos de capital foram bem recebidas. Mesmo assim, o papel subiu apenas em três sessões em fevereiro.  

Totvs (TOTS3): -16,04%

A Totvs (TOTS3) foi vítima de quedas de ações no exterior, de acordo com analistas. A baixa dos papéis se seguiu à baixa dos ativos do setor de software nos EUA, com destaque para a AMD, que vê seus papéis em baixa superior a 17%.

O índice de software e serviços, que abriga várias empresas líderes de nuvem e software, caiu pela sexta sessão consecutiva, com uma queda de mais de 13% no período, maior sequência de perdas desde março de 2020.

Minerva (BEEF3): -15,94%

Entre as quedas após mudança de recomendação, está a Minerva. A XP cortou a recomendação do frigorífico de compra para neutra, vendo resultados insatisfatórios no quarto trimestre de 2025 (4T25); a companhia divulgará seus números no dia 18 de março.

O preço-alvo da ação também foi redefinido, indo de R$ 8,40 para R$ 7,20 em 2026. Com isso, os papéis BEEF3 caíram 4,43%, a R$ 5,39, no próprio dia 26, quando o relatório foi apresentado.

TickerValor (R$)Variação no Mês (%)RAIZ40,63-32,98%COGN33,5-22,22%PCAR33,08-19,58%HAPV310,49-17,66%TOTS337,84-16,04%BEEF35,22-15,94%CSNA38,61-13,89%SMFT320,2-10,30%CMIN35,44-9,18%SANB1133,5-9,02%YDUQ313,27-8,42%HYPE323,08-8,23%RDOR340,29-8,16%GGBR420,99-7,08%GOAU49,34-6,60%EMBJ392,42-4,96%MGLU39,35-4,88%WEGE349,7-4,33%BBSE334,68-2,28%MOTV316,64-2,06%BBDC421,15-1,90%CPFE350,35-1,49%BBDC318,37-0,76%CXSE317,79-0,61%ISAE428,46-0,49%RADL325,08-0,48%CYRE429,15-0,34%FLRY316,82-0,30%UGPA325,8-0,27%AZZA326,17-0,08%

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