7 de fevereiro de 2026

​UBS BB passa a recomendar compra para JBS e Minerva e tem visão neutra para MBRF 

Setor tem tarde mista no mercado, sem força para as duas direções
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O UBS BB iniciou a cobertura do setor de Alimentos da América Latina, com recomendação de Compra para JBS (BDR: JBSS32) e Minerva (BEEF3) e recomendação Neutra para MBRF (MBRF3). O banco destacou a Minerva e a JBS como bem posicionadas para aproveitar as oportunidades que o setor enfrenta no momento.

Por volta das 14h30, as ações performam mistas, com a BEEF3 em alta suave de 0,49% e a MBRF3 com leve baixa de 0,11%. O BDR (Brazilian Depositary Receipts) da JBS também registrava queda de 0,64%, negociado a R$ 82,43.

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Conforme o novo relatório, o banco tem dado preferência relativa pela exposição ao segmento de carne bovina brasileira, em relação a outras proteínas e regiões. “Acreditamos que o Brasil está singularmente bem posicionado para capturar o crescimento da demanda global por carne”, argumentam os analistas.

Em sua justificativa, o UBS BB destaca o abundante acesso a ração no país, proveniente de grandes safras de grãos e o potencial de expansão via ganhos de produtividade. Pesando o outro lado da balança, os analistas têm a percepção negativa de que os ciclos de outras commodities parecem menos favoráveis, mesmo enfrentando um cenário desafiador em gado, também.

Fase de colheita: JBS e Minerva

Para a JBS, o banco espera que a companhia supere os ciclos negativos das commodities conforme continue passando por re-rating após sua listagem nos EUA, realizada em junho de 2025. O processo, que costuma durar mais de dois anos, também incluiu a entrada da companhia em índices americanos.

Os analistas ainda enxergam um potencial de valorização adicional, advinda dos retornos não precificados, provenientes de cerca de US$ 1 bilhão por ano em capex de expansão. Essa precificação pode adicionar cerca de 1 ponto percentual ao ano de rendimento do fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) em relação ao que está refletido atualmente nos preços.

O preço-alvo para o final de 2026 estipulado pelo banco foi de US$ 19,5 por ação, um potencial de valorização de 23%. Para a Minerca, a valorização esperada é ainda maior, de 32%, com preço-alvo de R$ 8,00.

Em 2025, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização da Minerva quase dobrou em relação a 2023. O fenômeno aconteceu logo após a conclusão da aceleração operacional de sua aquisição mais recente. A expectativa do banco é de que, com as operações normalizadas e ainda em um ponto saudável do ciclo, a companhia continue focada na desalavancagem.

Desafios à frente

O UBS abriu a cobertura da MBRF como neutra, a um preço-alvo de R$ 23,00. Além da alavancagem elevada, a companhia precisa enfrentar um cenário desafiador de normalização das margens da avicultura, com pressão vinda do exterior, com o ciclo desfavorável do gado nos EUA.

Essa pressão sobre as margens é especialmente relevante para a BRF, porque o mercado interno brasileiro representa 55% da receita líquida da companhia. Por sua vez, a BRF representou cerca de 39% da receita líquida da MBRF no mesmo período.

Apesar dos receios, o banco projeta um FCFE yield (Rendimento do Fluxo de Caixa Livre) de 1% para 2026 e 5% para 2027. A visão do banco aposta em mais resiliência do mercado. O Ebitda estimado para 2026 também está em linha com a média histórica da companhia e de seus pares, de +3% em 2026 e -3% no ano seguinte.

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