9 de fevereiro de 2026

​Lula insiste em lançar Pacheco ao governo de Minas, mas estuda opções; veja quais 

Com cenário indefinido em Minas, PT tem considerado outras opções dentro do próprio partido e outsiders do meio político
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Também em busca de palanques fortes para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Planalto insiste na candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) para o comando de Minas Gerais. De saída do PSD, o parlamentar deverá se filiar ao União Brasil ao longo das próximas semanas e planeja se manter dentro do grupo político do presidente, apesar de ainda não ter batido o martelo se concorrerá ao Executivo. Em meio ao cenário indefinido, petistas também têm considerado outras indicações para a vaga, que vão desde quadros do partido bem avaliados a outsiders do meio político no estado.

Mesmo diante das incertezas sobre a composição final, o presidente voltou a manifestar interesse em Pacheco na quinta-feira, em entrevista ao UOL. Perguntado sobre a definição da chapa, Lula mandou recado ao senador.

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— Se eu conheço a alma mineira, nós vamos ganhar as eleições outra vez. E eu quero dizer aqui em alto e bom som, eu ainda não desisti de você, Pacheco. Você sabe que nós vamos ter uma conversa e acho que você pode ser o futuro governador de Minas — disse Lula.

O senador, por sua vez, planeja deixar o PSD e se filiar ao União Brasil após o carnaval, em função de uma articulação tocada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União). A intenção é que Pacheco fortaleça a bancada do partido no Congresso ou concorra ao governo. Além disso, nas próximas semanas, o comando do diretório em Minas também deverá ser transferido ao deputado Rodrigo de Castro (União), aliado de Pacheco.

A costura também acontece após a constatação de que a permanência do senador no partido se tornou “insustentável” desde a filiação do vice-governador Mateus Simões (PSD). Ele foi escolhido como sucessor do governador Romeu Zema (Novo), que se coloca como pré-candidato à Presidência e adversário de Lula. Dentro do União, interlocutores afirmam que Pacheco poderá se manter alinhado ao projeto político do petista e terá tempo para pensar o caminho que seguirá no pleito deste ano.

Com a posição do senador ainda indefinida, alas dentro do PT têm defendido um plano B, que envolve o apoio à candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). A construção da aliança chegou a ser confirmada pelo presidente do PDT, Carlos Lupi, em publicação nas redes sociais a respeito de um encontro entre ele e Edinho Silva, que comanda o diretório nacional do PT.

Na legenda do post, além de dizer que havia “reafirmado a aliança do PDT para reeleger o presidente Lula”, Lupi escreveu que recebeu “a confirmação do compromisso petista de apoiar as candidaturas ao governo de Juliana Brizola no RS; de Alexandre Kalil em MG, e de Requião Filho no PR”. “Com a formalização interna do PT, nos próximos dias, avançaremos para vencer nesses estados estratégicos“, acrescentou.

Em seguida, no entanto, o diretório do PT divulgou uma nota dizendo que a reunião aconteceu entre os dirigentes partidários para “um diálogo de alto nível sobre a reeleição do presidente Lula”, mas “não teve como objetivo a definição dos palanques eleitorais nos estados”.

“As definições sobre as candidaturas seguem em debate e serão construídas em acordo com os diretórios estaduais”, encerrou o comunicado. O atrito provocou reação de Kalil, que fez uma postagem em seu perfil no X na qual escreveu que “eleição é um saco”. “No meu palanque só sobe quem eu quiser”, acrescentou.

Alternativas na mesa

Além de Kalil, também têm sido cogitados os nomes das prefeitas de Contagem, Marília Campos (PT), e de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT). A primeira tem expressado a intenção de concorrer ao Senado, desde que seja a única candidata de Lula a disputar a vaga. Já Margarida tem reiterado a intenção de finalizar o mandato no comando do município.

Em paralelo, passaram a ser discutidas as indicações de Josué Gomes da Silva, ex-presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) e filho do ex-vice-presidente José Alencar, e da reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, Sandra Goulart. Integrante de uma federação junto ao PT, o PV também avalia o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda.

— Eu creio que saímos de uma condição de não ter muitas opções para uma situação que agora começam a surgir boas opções. Qualquer que seja a escolha, acho que estaremos bem representados — diz o deputado estadual e ex-presidente do diretório petista em Minas Gerais, Cristiano Silveira.

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