11 de fevereiro de 2026

​Ibovespa recua em pregão com ajustes e tombo de Eneva 

O volume financeiro no pregão somou R$28,25 bilhões
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O Ibovespa fechou com uma queda modesta nesta terça-feira, após trocar de sinal algumas vezes durante o pregão e encostar nos 187 mil pontos na máxima do dia, com Eneva capitaneando as perdas diante da frustração de agentes financeiros com preços-teto aprovados pela Aneel para leilão de potência.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa (BVSP) recuou 0,17%, a 185.929,33 pontos, após marcar 186.959,29 pontos no melhor momento e 185.083,14 pontos na mínima da sessão. Na véspera, o índice havia renovado recorde de fechamento, a 186.241,15 pontos.

O volume financeiro no pregão somou R$28,25 bilhões.

Na visão do analista Rafael Minotto, da Ciano Investimentos, é muito natural um movimento “mais lateral” no mercado, com investidores embolsando lucros, após o Ibovespa renovar recordes nominais em vários pregões neste ano, sustentado principalmente pelo fluxo de estrangeiros para a bolsa paulista.

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Desde o começo do ano, foram dez recordes nominais considerando o fechamento. No intradia, o Ibovespa chegou a trabalhar acima dos 187 mil pontos no dia 3 de fevereiro.
Minotto acredita que o Ibovespa ficará “lateralizado, até caindo um pouco”, mesmo com notícias boas, em meio à realização de lucros, para manter a tendência de alta.

Nesta terça-feira, números sobre o comportamento dos preços ao consumidor no Brasil ocuparam as atenções, com o IPCA apurando elevação de 0,33% em janeiro e de 4,44% em 12 meses, segundo dados do IBGE, em resultados em linha com as expectativas de economistas.

“O resultado do IPCA não altera nossa avaliação para a inflação nem para a condução da política monetária”, afirmou a economista Mariana Rodrigues, da SulAmérica Investimentos, reiterando projeção de IPCA em 4,1% para 2026 e de Selic em 13%.

No exterior, Wall Street fechou sem um sinal único e com variações modestas, em meio à análise de dados da economia dos Estados Unidos, incluindo de vendas no varejo, antes de novas divulgações, entre elas, os números do mercado de trabalho do primeiro mês do ano. O S&P 500 (SPX) cedeu 0,33%.

DESTAQUES

ENEVA ON (ENEV3) desabou 9,66%, após a Aneel aprovar edital do principal leilão deste ano destinado a reforçar a segurança do setor elétrico brasileiro, incluindo preços-teto para contratação de usinas termelétricas muito abaixo dos previstos pelo mercado. No pior momento, perdeu mais de 19%. BTG PACTUAL UNIT (BPAC11), que detém 25,47% da Eneva, caiu 2,09%.
BRASKEM PNA (BRKM5) valorizou-se 8,27%, tendo de pano de fundo aprovação pela Câmara dos Deputados do pedido de urgência para votação de projeto que aumenta o benefício do Regime Especial da Indústria Química (Reiq). Se aprovado, o analista Regis Cardoso, da XP, calcula efeito adicional de Ebitda de cerca de US$290 milhões em 2026 na Braskem.
RAÍZEN PN (RAIZ4) caiu 8,33%, um dia após anunciar a contratação de assessores financeiros e legais para buscar opções para fortalecer sua liquidez e otimizar estrutura de capital. Ainda na segunda-feira, agências de rating reduziram as notas de crédito da companhia. A S&P citou alta probabilidade de reestruturação de dívida com a contratação dos assessores.
RUMO ON (RAIL3) fechou em alta de 2,78%, após divulgar que transportou 5,6 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) em janeiro, o que analistas do BTG Pactual classificaram como “um forte começo para o ano”. Um ano antes, a companhia havia transportado 3,6 bilhões de TKU.
BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) cedeu 0,08%, abandonando o tom mais positivo visto em parte da sessão, quando subiu mais de 2%. O banco reporta na quarta-feira seu balanço do quarto trimestre do ano passado. ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) avançou 0,23%, SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) ganhou 1,53% e BRADESCO PN (BBDC4) fechou com variação positiva de 0,05%.
VALE ON (VALE3) fechou com variação negativa de 0,3%. Investidores também aguardam o balanço da companhia, previsto para a quinta-feira, após o fechamento. Na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Dalian (DCIOcv1) fechou o pregão diurno estável.
PETROBRAS PN (PETR4) subiu 0,08%, abandonando o sinal negativo registrado mais cedo, antes da divulgação de dados de produção. No exterior, o Brent (LCOc1) encerrou o dia em queda de 0,35%. PETROBRAS ON (PETR3) terminou com alta de 0,5%.
BB SEGURIDADE ON (BBSE3) avançou 2,3%, após balanço com lucro líquido recorrente de R$2,29 bilhões e previsões para 2026. A empresa também anunciou distribuição de R$4,95 bilhões em dividendos.
COGNA ON (COGN3) recuou 2,64%, ampliando perdas em fevereiro, após forte alta de 44% em janeiro e de quase 240% em 2025. Analistas do Bradesco BBI cortaram a recomendação para neutra, citando valuation e expectativa de resultados mais fracos. O preço‑alvo passou de R$4,80 para R$4,20.
MOTIVA ON (MOTV3) caiu 1,11%, mesmo após lucro líquido ajustado de R$606 milhões no quarto trimestre, alta de 68,3% em relação ao ano anterior. Executivos afirmaram que a empresa passou a focar mais no processo de venda de participação em operações de metrô e ferrovias após a venda de sua plataforma de aeroportos.

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