Diogo Corona assume como CEO e José Rizzardo vira CFO, enquanto Edgard Corona vai para o conselho
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A Smart Fit (SMFT3) anunciou que Diogo Corona assumirá o cargo de CEO da companhia a partir de março de 2026. Edgar Corona, atual CEO e membro do conselho, deixará a função executiva e passará a atuar como presidente do conselho de administração. A empresa também informou que José Luis Rizzardo, hoje responsável pela área de Relações com Investidores, se tornará o novo diretor financeiro (CFO), enquanto o atual CFO, André Pezeta, deixará o cargo e será indicado como candidato a uma vaga no conselho.
Segundo o Goldman Sachs, com base em conversas recentes com investidores, essa sucessão no alto escalão já era amplamente esperada, embora o anúncio possa ter ocorrido antes do previsto.
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Sobre o novo CEO, o banco destaca que Diogo Corona tem longa trajetória na companhia e responde atualmente pelas áreas de operações, expansão e marketing em todas as marcas e geografias. Ele é bem conhecido pelo mercado por sua participação frequente em conferências e teleconferências de resultados. Embora a nomeação em si não surpreenda, o momento foi visto como antecipado, já que o processo era considerado de médio a longo prazo.
Em relação ao novo CFO, José Luis Rizzardo está na empresa há seis anos, vindo anteriormente do fundo de private equity Pátria. Ele hoje lidera as áreas de Relações com Investidores, fusões e aquisições, planejamento financeiro e tesouraria, além de ser bastante conhecido pelos investidores.
Em termos de avaliação, o Goldman Sachs mantém recomendação de compra para as ações da Smart Fit (SMFT3), com preço-alvo de R$ 38, baseado em uma média entre o modelo de fluxo de caixa descontado, com WACC de 14,3%, e uma avaliação por múltiplos, com P/L (Preço sobre Lucro) projetado de 17 vezes.
Entre os principais riscos de baixa apontados pelo Goldman Sachs estão eventuais ventos contrários macroeconômicos, aumento da concorrência, maior densidade de unidades levando à canibalização, desafios na execução da expansão futura e uma possível redução de participação de acionistas relevantes que possa pressionar as ações.
Já a XP aponta que ambas as mudanças eram esperadas, visto que a empresa sempre foi muito transparente quanto à necessidade de um plano de sucessão claro para seus principais executivos.
“Diogo já atuava intimamente ligado às operações em sua função de COO e traz consigo 16 anos de experiência na empresa, enquanto Rizzardo é um executivo renomado, com vasta experiência na área financeira e que já lidera a maioria das áreas sob a responsabilidade do CFO”, apontam os analistas da casa.
A XP não espera nenhuma ruptura nos negócios decorrente do anúncio, dada a sólida experiência de ambos os executivos e o fato de que Edgard Corona e Pezeta permanecerão próximos aos negócios no Conselho.
“No entanto, consideramos o momento inesperado, e as recentes dificuldades de curto prazo podem adicionar incerteza à transição. Ainda assim, continuamos otimistas com as perspectivas de crescimento da empresa, e a vasta experiência de Diogo na TotalPass pode ajudar os investidores a entender melhor o negócio”. A XP mantém recomendação de compra para os ativos.
O JPMorgan também avalia que a transição era esperada e não deve ser interpretada como uma mudança estratégica. A nomeação de Diogo Corona como CEO sinaliza continuidade, dada sua longa trajetória na companhia, liderança na expansão no Brasil e experiência em planejamento financeiro e precificação. A ida de Edgard Corona para a presidência do conselho também sugere a manutenção da atual direção estratégica.
A troca no cargo de CFO foi menos antecipada do que a sucessão do CEO, mas é vista como pouco disruptiva, já que José Luis Rizzardo traz ampla experiência em finanças, fusões e aquisições e planejamento estratégico, além de forte histórico no setor financeiro. Segundo o banco, não há desafios relevantes nesse sentido.
Em resumo, o JPMorgan não espera volatilidade material nas ações em decorrência da notícia e mantém recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para a Smart Fit, com preço-alvo de R$ 36, que negocia a cerca de 14 vezes o lucro projetado para 2026, segundo padrão IAS 17.
Embora o anúncio tenha sido inesperado em termos de timing, o BBI comenta que a transição é natural para a etapa atual da companhia e ocorre com profissionais preparados, experientes e já intimamente conectados à operação da SmartFit. A permanência de Edgard Corona — fundador e principal referência estratégica da empresa —como Presidente do Conselho de Administração garante continuidade de visão e reduz incertezas.
“Acreditamos que o mercado possa observar alguma volatilidade no curto prazo, mas avaliamos as mudanças como neutras para a tese, sem risco de ruptura na condução do negócio”, comenta. “No longo prazo, seguimos vendo a SmartFit como uma das histórias mais atraentes do setor, negociando a múltiplos ainda convidativos e com trajetória consistente de crescimento e execução.”
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