Estudo do Gallup em 107 países mostra que a economia é a maior preocupação para 23% das pessoas, seguida por questões de trabalho (10%) e política/governo (8%)
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A economia é o problema mais importante a ser tratado hoje no mundo, segundo pesquisa do instituto Gallup feita em 107 países. Na mediana das respostas, 23% dos entrevistados citaram esse tema acima dos outros em seus países, seguido por temores relacionados ao trabalho (10%), questões de política/governos (8%) e segurança (7%). Essa ansiedade econômica foi citada como o maior problema nacional em 71 dos países analisados.
Principais Problemas Nacionais Percebidos (% das medianas globais)
Na sua opinião, qual é o problema mais importante que o seu país enfrenta atualmente?
Fonte: Gallup
De acordo com o estudo, ainda que os resultados revelem preocupações globais compartilhadas, há nuances regionais e a intensidade varia de acordo com a riqueza do país e as circunstâncias individuais. Embora as dificuldades econômicas predominem no mundo todo, questões relacionadas à governança, ao trabalho e à segurança também são amplamente presentes.
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Isso fica nítido na análise regional: a economia ocupa o primeiro lugar em todas as regiões, exceto na América do Norte (abrangendo os EUA e Canadá), onde a política é a questão mais frequentemente mencionada.
E apesar do domínio da economia na maior parte do mundo, as prioridades secundárias variam de região para região. Na Ásia-Pacífico e na Europa, a insatisfação política ocupa o segundo lugar, enquanto na África Subsaariana, nos antigos estados soviéticos e no Oriente Médio e Norte da África, questões relacionadas ao trabalho são mais proeminentes.
Fonte: Gallup
Outro destaque é que o tema segurança/proteção ocupa o segundo lugar na América Latina e no Caribe, mas cai para o terceiro lugar na maioria das outras regiões.
Também é possível fazer uma distinção por renda. Pessoas que vivem em países de baixa renda têm mais probabilidade do que aquelas que habitam países de alta renda de apontar questões econômicas como o principal problema de sua nação.
Em países de alta renda, uma mediana de 21% cita a economia ou a incapacidade de arcar com necessidades básicas, como alimentação e moradia como sua maior preocupação. Esse percentual sobe para 31% em países de renda média alta, 36% em países de renda média baixa e 38% em países de baixa renda, onde 14% mencionam especificamente necessidades básicas de comida e moradia — uma proporção muito maior do que em qualquer outro grupo de países por nível de renda.
No recorte por faixa etária, a conclusão é que a ansiedade econômica é mais intensa entre os jovens. Entre os adultos de 15 a 34 anos, 34% apontam a economia ou a capacidade de arcar com necessidades básicas como seu principal problema, em comparação com 33% daqueles de 35 a 54 anos e 30% dos com 55 anos ou mais.
Essa divisão geracional é mais acentuada em países ricos. Na Nova Zelândia, jovens adultos têm 24 pontos percentuais a mais de probabilidade do que os moradores mais velhos de priorizar preocupações econômicas, com diferenças semelhantes no Reino Unido (+20 pontos), Canadá (+20 p.p.), EUA (+19p.p.) e Austrália (+17 p.p).
Essas disparidades evidenciam como muitos jovens em países de alta renda podem sentir que a economia está falhando com eles, apesar de viverem em sociedades relativamente prósperas, diz o Gallup.
Mercado de trabalho
As questões relacionadas ao trabalho – o que inclui desemprego, qualidade do emprego e condições de trabalho – ficaram no segundo posto na preocupação nacional mais comum entre adultos em todo o mundo, com 10% das citações.
Também nesse caso, há diferenças de percepção de acordo com a renda dos países: nas nações de alta renda, apenas 4% citam o trabalho como sua principal preocupação. Esse número mais que dobra em países de renda média-alta (10%) e sobe acentuadamente para 20% em países de renda média-baixa, antes de cair em países de baixa renda (13%).
A pesquisa também mostra que o desemprego sozinho não explica totalmente a insatisfação pública porque há preocupações mais profundas, como qualidade do emprego, subemprego, estagnação salarial e a vitalidade geral dos mercados de trabalho.
A falta de empregos bons e envolventes gera um custo econômico e humano significativo, diz o Gallup, que estima um ganho de US$ 9,6 trilhões em produtividade em nível global caso o ambiente de trabalho mundial fique totalmente envolvido — equivalente a 9% do PIB global.
Política/governança
Segundo a pesquisa, em muitos países, a política é vista como um problema, e não como uma solução para outras questões. Assim, questões políticas e de governança — que incluem gastos públicos, impostos e corrupção — ocupam a terceira maior preocupação nacional globalmente, com 8%, embora a prevalência também varie de região para região.
América do Norte (23%), Europa (15%) e América Latina e Caribe (10%) apresentam níveis de preocupação de dois dígitos, maiores do que na Ásia-Pacífico (8%), África Subsaariana (6%), antigos estados soviéticos (5%) ou Oriente Médio e Norte da África (4%).
O estudo também aponta que pessoas em países de alta renda tendem a nomear a política como o principal problema enfrentado por sua nação do que aquelas em países de baixa renda.
Uma mediana de 14% dos indivíduos em países de alta renda cita política ou governo como seu problema mais importante, em comparação com 7% em países de renda média-alta e 5% em países de baixa e média-média baixa.
Esses achados demonstram que, quando as necessidades básicas são mais seguras, a frustração frequentemente é direcionada ao desempenho do próprio governo. A preocupação com a política nacional e o governo também aumenta com a renda familiar.
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