14 de fevereiro de 2026

​JPMorgan recomenda venda para 3 ações de varejo de alimentos da B3; entenda por quê 

Segundo o banco, ainda há espaço para revisões negativas adicionais para 2026
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O setor de varejo de alimentos brasileiros tem sabor amargo para o JPMorgan. Em última atualização, o banco reiterou a recomendação equivalente à venda (underweight, exposição abaixo da média do mercado) para as três ações do varejo alimentício: Assaí (ASAI3), Grupo Mateus (GMAT3) e GPA (PCAR3), dona do Pão de Açúcar. De acordo com o banco, o cenário atual ainda dá espaço para mais revisões negativas adicionais nas estimativas de lucro para 2026.

Ao meio dia, as ações do Assaí subiam 1,91%, negociadas a R$ 9,07, em dia positivo no Ibovespa. A GMAT3 tinha uma alta ainda mais forte, de 2,17%, a R$ 5,17. A única que registava queda era a CDB, com recuo de 0,83%, a R$ 3,59.

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Segundo o JPMorgan, dados da Nielsen mostram o início de 2026 com tendência melhor que o final de 2025, mas não a ponto de indicar uma recuperação. Para os analistas, o crescimento da receita é volátil e não permite afirmar uma recuperação consistente do setor.

A desaceleração no consumo tem sido um dos principais causadores do pessimismo. Segundo os analistas, mesmo com a melhora na renda disponível das famílias e a inflação de alimentos entrando em território negativo mais recentemente, a recuperação do consumo deve ficar limitada. Com os alimentos em desinflação e possível deflação, de acordo com o banco, o valor médio gasto por compra (ticket médio) dos varejistas também pode ficar pressionado.

Por conta deste cenário, a alavancagem operacional acaba sufocada, levando as empresas a implementaram novas iniciativas de eficiência em despesas gerais e administrativas (G&A). Ao mesmo tempo, o espaço para reduzir despesas com vendas está limitado, com essas empresas já operando com quadro de funcionários reduzido, alta rotatividade e dificuldades de contratação.

De acordo com o JPMorgan, mesmo com o ciclo de queda de juros no horizonte, as ações do setor devem continuar performando abaixo da média do mercado.

Análises por caso

Para o Assaí, isso se reflita na projeção de um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ajustado por itens não recorrentes) ajustado em 1%, com lucro líquido esperado de R$ 737 milhões. O banco reduziu a expectativa de custo de capital próprio de 14,5% para 13,8%, o que permitiu uma elevação no preço-alvo para R$ 9,50, dos anteriores R$ 8,50 por ação até o final do ano de 2026.

O banco reduziu a expectativa de Ebitda ajustado de 2026 em 1% para o Grupo Mateus, mantendo lucro estável, graças às menores despesas financeiras esperadas. Já para o CBD, os analistas reduziram as vendas líquidas e EBITDA ajustado em 5% e 9%, respectivamente. De acordo com o relatório, a decisão reflete a descontinuação gradual do Aliados e um cenário de demanda mais desafiador.

Sensibilidade aos juros

Em análise de sensibilidade, considerando variações no ticket médio e na Selic, o banco estimou que, para o Assaí, cada variação de 50 pontos-base (0,50%) no ticket médio impacta o lucro líquido em aproximadamente 5%. Movimentos parecidos na Selic produzem efeito semelhante.

Já para o Grupo Mateus, as variações na Selic têm impacto praticamente nulo, devido ao balanço pouco alavancado.

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