12 de fevereiro de 2026

​Localiza sobe e supera os R$ 50 com fluxo estrangeiro: vale manter ou sair da ação? 

O Itaú BBA apontou que este patamar está acima do limite a partir do qual a maioria dos investidores com quem conversou consideraria ter o papel em carteira, gerando questões sobre ficar com o papel
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As ações da Localiza (RENT3) subiram mais de 16% em janeiro e romperam o patamar de R$ 50 por ação, nível que não era observado desde o início de 2024. O Itaú BBA apontou que este patamar está acima do limite a partir do qual a maioria dos investidores com quem conversou consideraria ter o papel em carteira.

O desempenho tem sido impulsionado pelo forte fluxo de investidores estrangeiros para a Bolsa brasileira, que totaliza R$ 31 bilhões líquidos até o momento.

Neste contexto, a equipe de analistas aponta o que fazer com a ação. Os analistas apontam que, caso o fluxo internacional para mercados emergentes se mantenha, em linha com a tese de desvalorização e diversificação em relação aos EUA, a Localiza permanece como uma boa alternativa de beta, com assimetrias mais favoráveis tanto para resultados quanto para valuation.

“Em outras palavras, o papel se mostra uma opção eficiente para capturar o movimento de entrada de capital estrangeiro”, avalia. Ainda assim, entende que o valuation atual oferece margem limitada para erro, o que exige atenção dos investidores ao tamanho da posição e eventuais mudanças na narrativa.

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A ação da Localiza é negociada a um múltiplo de preço em relação ao lucro (P/L) de 13 vezes para 2026 e de 10,5 vezes para 2027. O banco segue com recomendação de “compra”, com preço-alvo de R$ 54 ao fim de 2026 e destaca motivos para seguir com o papel e motivos para ficar de fora, listados a seguir:

Motivos para manter a posição: o banco ressalta que a Localiza é uma empresa de grande capitalização, com valor de mercado de R$ 57 bilhões, elevada liquidez, com volume médio diário negociado de aproximadamente R$ 400 milhões, e participação de 0,6% no Ibovespa.

Além disso, considera uma ação de boa qualidade, exposta ao beta do mercado e sustentada por fatores microeconômicos favoráveis. “Dadas essas características, pode ser desafiador encontrar outras ações domésticas com perfil semelhante”, avalia.

Outro ponto positivo está nos resultados, cuja assimetria segue inclinada para o lado positivo. O consenso para o lucro líquido em 2026 tem se mantido em torno de R$ 4,0 bilhões a R$ 4,1 bilhões há alguns meses e os números do quarto trimestre de 2025 – a serem divulgados em 26 de fevereiro – não devem provocar revisões relevantes, segundo o banco. Em relação ao valuation, embora parte do mercado defenda que a ação possa negociar entre 13 e 15 vezes lucro no próximo ano, o banco ressalta que um P/L de 13 vezes ainda se encontra abaixo da média dos últimos dez anos;

Razões para permanecer fora do papel: investidores afirmam que o rali foi impulsionado pelo fluxo internacional, o que deixa a ação vulnerável a uma eventual reversão dessa tendência ou à aproximação de novas narrativas macroeconômicas, como as eleições presidenciais e a reforma tributária.

Além disso, destaca o BBA, há também riscos associados à chegada ao mercado brasileiro de novos modelos híbridos e elétricos, com preços entre R$ 140 mil e R$ 170 mil.

“Esse movimento, somado às ambições de crescimento das montadoras chinesas, pode pressionar os preços dos veículos a combustão, tornando prematuro apontar uma inflexão nas despesas de depreciação”, ressalta.

Além disso, o BBA cita que, para que a Localiza entre em um novo ciclo de crescimento, parte dos investidores avalia que seria necessário um ambiente macroeconômico mais favorável – com juros mais baixos e maior renda média – para melhorar a acessibilidade à compra de veículos Seminovos. A visão é de que o principal gargalo de crescimento da companhia está na capacidade de expandir as vendas de Seminovos e não em uma demanda fraca por aluguel ou em um ambiente competitivo excessivamente agressivo.

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