16 de fevereiro de 2026

​IRB Re (IRBR3): receita volta a decepcionar, mas bancos veem tendências de melhora 

Os prêmios emitidos recuaram 31% frente ao trimestre anterior, queda de 16% na comparação anual, refletindo principalmente cancelamentos no segmento de vida e menor subscrição no rural
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O lucro líquido do IRB Re (IRBR3) foi de R$ 143 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 45% na comparação trimestral e de 27% na anual, 3% abaixo do consenso Bloomberg.

Segundo o Goldman Sachs, o crescimento dos prêmios ganhos foi favorecido por menores despesas com retrocessão e pela reversão de provisões técnicas, impulsionando o resultado operacional, com sinistros e custos de aquisição relativamente controlados.

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Em 2025, o índice combinado atingiu 97%, reforçando a melhora da rentabilidade operacional. Embora o resultado financeiro tenha sido menor na comparação trimestral no 4T25, o desempenho anual também avançou na base anual, sustentando ROE de 10,7% em 2025, ante 8,6% em 2024.

Os números vieram em linha com o consenso, mas o Goldman avalia que a tendência de melhora da rentabilidade operacional pode ser bem recebida pelo mercado ao longo de 2026. Além disso, a companhia deve propor seu primeiro pagamento de dividendos em cinco anos, com aprovação prevista para 31 de março.

Os prêmios emitidos recuaram 31% frente ao trimestre anterior, queda de 16% na comparação anual e 18% abaixo da estimativa do Goldman Sachs, refletindo principalmente cancelamentos no segmento de vida e menor subscrição no rural.

Por outro lado, os prêmios ganhos cresceram 34% na comparação trimestral, embora tenham caído 5% na anual, ficando 25% acima da estimativa do banco, beneficiados por menores despesas com retrocessão e reversão de provisões técnicas. A reserva de prêmios não ganhos recuou para R$ 2,9 bilhões, ante R$ 3,0 bilhões no 3T25.

No Brasil, os prêmios ganhos avançaram 41% na comparação trimestral, mas recuaram 20% ante 2024. No exterior, houve alta de 24% frente ao trimestre anterior e de 7% na base anual. O destaque positivo foi o segmento de Property, com alta de 8% ante 2024, enquanto vida, riscos especiais e rural apresentaram retrações relevantes.

O índice de sinistralidade, por sua vez, caiu para 51,6%, ante 61,2% no 3T25 e 64,0% no 4T24, apoiado por normalização no segmento de Property no Brasil. O índice de despesas de aquisição recuou para 16,4%, frente a 21,7% no trimestre anterior e 18,5% no mesmo período de 2024.

Já o índice de despesas administrativas avançou levemente para 14,4%, ante 14,1% no 3T25, possivelmente impactado por investimentos em tecnologia.

O resultado financeiro somou R$ 142 milhões, queda de 18% na comparação trimestral, mas alta de 48% na anual, impactado pela venda de um título soberano com prejuízo de R$ 17 milhões.

O Goldman Sachs manteve recomendação neutra para o IRB(Re), com preço-alvo de R$ 49 para 12 meses, baseado em um modelo de avaliação por desconto de dividendos (DDM), que considera custo de capital próprio (COE) de 17,6%, crescimento de 7% no segundo estágio e crescimento terminal de 6%. A ação negocia a 8,1 vezes o lucro estimado para 2026, enquanto o preço-alvo implica múltiplo de 6,6 vezes.

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Na avaliação da Genial Investimentos, o resultado confirma que a reestruturação operacional está ganhando tração, com melhora significativa na seleção de riscos (subscrição). “O IRB parece ter deixado o pior para trás, focando agora em rentabilidade e recomposição de margens”, destaca.

De forma geral, o JPMorgan destaca que a linha de receita voltou a decepcionar, com prêmios emitidos caindo 16% na comparação anual e prêmios ganhos recuando 5% também na comparação anual.

Por geografia, os prêmios no Brasil foram os mais pressionados (-20% A/A), com destaque negativo para o segmento agrícola (-92% A/A). A sinistralidade ficou comportada em 52% (-12,5 p.p. A/A), com Brasil em 37% e operações no exterior em 75%.

A visão dos “ursos” (mais pessimistas) deve argumentar que a sinistralidade não é sustentável nesse nível e que os prêmios seguem encolhendo, enquanto os “touros” podem destacar que outras despesas ficaram levemente maiores no trimestre. “Embora não seja novidade, a queda de 16% nos prêmios nos decepcionou, levando-nos a uma leitura negativa do resultado”, comenta JPMorgan.

Ainda assim, o banco acredita que o IRB pode ser um forte pagador de dividendos — a administração deve enviar proposta de payout à assembleia de acionistas para deliberação em março. Com a ação negociando a 8,2 vezes P/L, (preço sobre lucro) o banco reiterou recomendação equivalente à compra e preço-alvo de R$ 64.

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