Reorganização do calendário da ATP com a entrada da Arábia Saudita abre portas para mudanças
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Dois desejos antigos do Rio Open — a mudança do piso das quadras e a ampliação do espaço ocupado no Jockey Club Brasileiro — entraram em sintonia com a futura reorganização do calendário da ATP.
A confluência de vontades gerará transformações de grande porte no maior evento de tênis da América do Sul nos próximos anos: a montagem de uma nova arena central com capacidade para 10 mil pessoas, a troca do saibro pela quadra dura e o remanejamento da gira sul-americana para outra data.
A expectativa é que, com as mudanças, o torneio carioca reverta a tendência de esvaziamento de nomes do topo do ranking diante da forte concorrência dos eventos disputados no Oriente Médio em fevereiro.
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Fonseca encara o compatriota Thiago Monteiro nesta terça-feira, por volta das 19 horas, também pelo ATP 500 disputado pelo Jockey Club Brasileiro, no Rio.
No momento, tudo caminha sem prazos definidos. Mas a roda está girando. O presidente da ATP, Andrea Gaudenzi, está no Rio para tratar da possível mudança de mês da gira sul-americana com os organizadores do Rio Open. A introdução do Masters 1000 da Arábia Saudita, provavelmente a partir de 2028 — o martelo ainda será batido pela entidade máxima do tênis masculino —, é a nova peça que mexe em todo o tabuleiro do circuito profissional.
A tendência é que o torneio seja disputado em fevereiro, após os ATPs 500 de Doha e Dubai, concentrando as três principais competições do Oriente Médio nesse mês. Pelo regulamento da entidade, durante semanas de competição de nível 1000, nenhum outro campeonato organizado pelo órgão pode ser disputado.
Janela de oportunidade
Segundo reportagem do La Nácion, as prováveis novas datas seriam outubro ou novembro. Porém, há inúmeros cenários diante de uma mínima mudança no calendário. A vinda de Gaudenzi ao Rio — ele também esteve presente no ATP 250 de Buenos Aires na última semana — é um sinal positivo. Segundo a organização do ATP carioca, a gira sul-americana tem peso relevante.
— Eles enxergam a América do Sul como um mercado de potencial alto, não vão fazer nenhum movimento que vá nos atrapalhar. Eles não colocariam o Rio Open ou a América do Sul contra a Arábia Saudita. Eles poderiam criar dois swings (“pernas” do calendário organizadas de acordo com a região geográfica e o piso). Em qualquer lugar que formos inseridos, será para sermos bem-sucedidos — argumenta Lui Carvalho, diretor esportivo do Rio Open, que não aposta numa mudança para novembro por conta da concentração de torneios na Europa durante o período e do fim da temporada.
Lui considera que uma janela de oportunidades está se abrindo ao Rio Open. Com a readequação do calendário, a organização ganha poder de barganha. E o sonho de mexer na tradição do saibro brasileiro e introduzir a quadra dura, a fim de deixar o torneio mais atrativo ao top 10 do ranking, já tem contornos de realidade.
A mudança precisa de aprovação da ATP e não tem data exata para ser implementada. Trabalha-se, contudo, com o médio prazo. A tecnologia disponível atualmente, apesar de custosa, permite, por exemplo, cobrir as quadras de saibro do Jockey com o piso duro.
— A Arábia Saudita é muito disruptiva no calendário. É quando temos a oportunidade de falar: “Opa, é agora que vamos fazer essa mudança. Porque, se você está mudando a gente desse lugar para esse outro, então nós precisamos disso”. As coisas estão se alinhando de uma maneira para ter um final feliz — acredita Lui.
Tenistas de peso no radar
A demanda também é dos tenistas. Nos bastidores, grandes nomes já indicaram a pessoas próximas que colocariam o Rio no calendário caso ele fosse disputado em quadra rápida. Encravado entre o Australian Open e o início da gira de piso duro no México e nos Estados Unidos, o saibro carioca interrompe uma sequência de preparação que o nível atual de profissionalismo do tênis não comporta mais. A sensação João Fonseca faz coro à troca de superfície:
— Falo com muitos jogadores que gostariam de jogar no Brasil. Mas é difícil, pois o tour está predominante na quadra rápida. A mudança de piso é essencial para o crescimento.
A troca pode significar um futuro line-up com tenistas desejados como Ben Shelton, Stefanos Tsitsipas e até mesmo Jannik Sinner.
— Falo com as pessoas sobre isso semanalmente. E todos os jogadores que vêm ao Rio amam o evento, a energia, a cidade… Mas tem que fazer sentido para eles estar aqui — pondera Lui.
Entre as novidades, a que deve acontecer no curto prazo é a ampliação do Rio Open, com o deslocamento da quadra principal para a área central do Jockey, além do aumento das quadras secundárias e de todo o espaço do evento, como o Boulevard e as áreas VIPs. Há a expectativa de que o anúncio seja feito ao fim desta edição e que o projeto seja colocado de pé para o ano que vem.
— Queremos oferecer a experiência do Rio Open para mais pessoas — explica o diretor. — Com essa expansão, vamos concretizar o sonho de trazer mais pessoas para nosso esporte, para o ecossistema do tênis.
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