26 de fevereiro de 2026

​Vivo (VIVT3) sobe 3% após balanço do 4º tri; o que chamou a atenção do mercado? 

A companhia divulgou seus números trimestrais antes da abertura do mercado
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As ações da Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, subiam nesta segunda-feira (23), após a companhia reportar resultados do quarto trimestre considerados sólidos pelos analistas consultados. Às 12h25 (horário de Brasília), os papéis da operadora de telefonia subiam 3,02%, cotados a R$ 41,93.

O Bradesco BBI considera os resultados positivos, com receita, EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e lucro líquido acima das suas estimativas e das estimativas do consenso. O crescimento da receita de vendas de serviços (MSR) recuperou para 7,0% em relação ao ano anterio, confirmando a estimativa otimista e ficando no limite superior da faixa de consenso. O EBITDA cresceu 8,1% em relação ao ano anterior, superando nossa previsão em 2,3%.

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Na avaliação do BBI, os resultados do 4º trimestre confirmam um sólido momento operacional, com crescimento da receita sustentavelmente acima da inflação e rentabilidade saudável.

O Bradesco BBI manteve recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 38.

A equipe do Itaú BBA também avaliou os números como sólidos e em grande parte alinhados com suas estimativas.

Em termos de rentabilidade, a margem expandiu 40 pontos-base em relação ao ano anterior, impulsionada principalmente por: i) diluição das despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) das áreas comercial e de redes, parcialmente compensada pelo aumento do custo dos produtos vendidos; ii) R$ 102 milhões provenientes da venda de ativos (contra nossa estimativa de R$ 116 milhões); e iii) um impacto não recorrente de R$ 129 milhões da FiBrasil na reavaliação contábil da aquisição.

“O sólido desempenho das ações (+24% no acumulado do ano) nos leva a crer que esse forte resultado já está parcialmente precificado”, disse o BBA.

Além disso, a Vivo anunciou um novo programa de recompra de ações de até R$ 1 bilhão, aproximadamente 0,8% da capitalização de mercado atual, a ser executado até 2027.

Olhando para o futuro, o BBA espera que os investidores se concentrem na capacidade da Vivo de gerar fluxo de caixa e no potencial de aumento da distribuição total aos acionistas neste ano. Mantemos nossa recomendação de compra, com as ações negociadas a um rendimento de dividendos de aproximadamente 6,4% em 2026.

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O Itaú BBA manteve classificação neutra e preço-alvo de R$ 35,50.

O crescimento da receita foi impulsionado por uma receita de serviços móveis (MSR) mais forte, parcialmente compensada por um desempenho ligeiramente mais fraco em telefonia fixa, segundo avaliação do BTG Pactual.

O EBITDA atingiu R$ 6,7 bilhões, amplamente em linha com as estimativas do banco, embora a equipe esperasse maiores ganhos com venda de ativos. A margem EBITDA ficou em 42,9%, alta de 40 pontos-base na comparação anual, apesar de uma base desafiadora, já que o quarto trimestre de 2024 foi beneficiado por maiores vendas de ativos e reversão de contingências.

Dividend yield de 6,6%

Já o BTG projeta uma distribuição de R$ 8,7 bilhões em 2026, o que resulta em dividend yield de 6,6%. Assumindo um cenário competitivo saudável, o setor deve permanecer capaz de expandir a receita líquida amplamente em linha com a inflação, ampliar margem EBITDA e manter capex estável, já que o próximo ciclo de investimentos permanece distante.

Segundo o BTG, essa combinação deve sustentar crescimento contínuo de geração de fluxo de caixa operacional. No entanto, após o forte desempenho no acumulado do ano (sobre uma base já excepcional em 2025), o valuation avançou e os yields se comprimiram.

O banco manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 40,70.

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