24 de fevereiro de 2026

​Ações de software e cartões despencam em NY após estudo apontar riscos da IA 

Casa de research simula cenário em 2028 com desemprego em massa, queda do consumo e inadimplência, e assusta Wall Street
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Ações de empresas de delivery, meios de pagamento e software recuaram com força nesta segunda-feira (23) após a Citrini Research publicar um relatório detalhando os potenciais riscos que a inteligência artificial pode representar para diferentes segmentos da economia global.

DoorDash, American Express, KKR e Blackstone caíram mais de 8%. Papéis de outras companhias citadas no relatório, como Uber, Mastercard, Visa, Capital One e Apollo Global Management, também recuaram ao menos 3%.

“O único objetivo deste texto é modelar um cenário que tem sido relativamente pouco explorado”, afirma o prefácio do artigo, publicado no domingo (22). “Esperamos que a leitura deixe você mais preparado para riscos de cauda negativa à medida que a IA torna a economia cada vez mais estranha.”

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A Citrini Research, fundada por James van Geelen, apresenta um cenário hipotético ambientado em junho de 2028, no qual a disrupção causada pela IA provoca desemprego em massa entre trabalhadores de colarinho branco, queda no consumo, inadimplência em empréstimos ligados a software e contração econômica. Ainda assim, o relatório ressalta de forma clara: “O que segue é um cenário, não uma previsão.”

Entre os desdobramentos discutidos nesse “exercício teórico”, a Citrini descreve uma situação em que a liderança de aplicativos de entrega como DoorDash e Uber Eats é substituída por alternativas baseadas em “vibe coding”.

“Acreditamos que o comércio baseado em agentes será transformador para o setor”, afirmou o cofundador da DoorDash, Andy Fang, em publicação na rede X, em resposta à Citrini. “O terreno está mudando sob nossos pés, e a indústria precisará se adaptar.”

O relatório também descreve um cenário futuro em que agentes de IA buscam economizar dinheiro dos usuários ao eliminar taxas de transação cobradas por processadoras de pagamento como Mastercard e Visa.

“Temos certeza de que alguns desses cenários não vão se concretizar”, afirma o texto. “Como investidores, ainda temos tempo para avaliar quanto de nossos portfólios está baseado em premissas que podem não sobreviver à década.”

A descrição sombria ampliou a tensão em um mercado acionário já pressionado nas últimas semanas por temores de disrupção tecnológica e turbulências geopolíticas.

“O relatório levanta preocupações reais sobre disrupção, mesmo que o desfecho não seja tão grave quanto o pior cenário”, disse Thomas George, gestor de portfólio da Grizzle Investment Management. “Certamente você não se sente bem após a leitura, e imagino que qualquer investidor exposto a essas ações fique com menos convicção”, afirmou.

Setores que vão de software a gestão de patrimônio e logística vêm sendo atingidos por vendas recentes, à medida que investidores preocupados com os impactos de novas ferramentas de IA adotam uma postura de “atirar primeiro e perguntar depois”.

Embora empresas de software estejam entre as mais afetadas, corretoras de seguros, gestoras de crédito privado, companhias de cibersegurança e até empresas de serviços imobiliários também entraram no chamado “trade do medo da IA”.

Ainda assim, analistas, estrategistas e investidores alertam que muitas dessas reações são exageradas e podem superestimar, neste momento, os riscos associados à IA.

“É uma reação notável”, disse Michael O’Rourke, estrategista-chefe de mercado da Jonestrading. “Já vi este mercado demonstrar incrível resiliência diante de notícias realmente negativas. Agora, uma obra literal de ficção o leva a uma queda acentuada.”

©️2026 Bloomberg L.P.

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