Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,88%, a 188.853,49 pontos
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SÃO PAULO, 23 Fev (Reuters) – O Ibovespa registrou novo recorde intradia e superou os 191 mil pontos pela primeira vez durante o pregão desta segunda-feira, mas não sustentou o fôlego e fechou em baixa, pressionado principalmente por uma correção negativa nas ações de bancos, em dia de perdas em Wall Street com incertezas envolvendo a política comercial dos Estados Unidos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa (IBOV) recuou 0,88%, a 188.853,49 pontos. Na máxima do dia, chegou a 191.002,54 pontos. Na mínima, marcou 188.525,73 pontos. O volume financeiro somou R$32,29 bilhões.
Wall Street teve uma sessão negativa, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa comercial global de 15%, em resposta à decisão da Suprema Corte de invalidar um programa tarifário anterior do governo. O S&P 500 (SPX) fechou em baixa de cerca de 1%.
Trump ainda advertiu nesta segunda-feira os países contra recuo de acordos comerciais recentemente negociados com os EUA, dizendo que ele os atingiria com tarifas muito mais altas sob diferentes leis comerciais.
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Analistas e estrategistas citaram que o movimento reacendeu incertezas sobre inflação e crescimento global, bem como preocupações comerciais e geopolíticas, e que decisões ligadas ao tema devem adicionar volatilidade nos próximos dias.
Na visão do analista Nícolas Merola, da EQI Research, a política de tarifas dos EUA continuou ditando o tom nos mercados nesta segunda-feira, mas desta vez com um efeito mais negativo, dada atitude mais combativa de Trump, com um percentual mais elevado e promessa de que continuará usando esses instrumentos.
No caso da bolsa paulista, o clima mais avesso a risco abriu espaço para uma realização de lucros, com o Ibovespa acumulando uma alta de 18,5% neste ano, considerando a pontuação máxima da sessão desta segunda-feira.
DESTAQUES
ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) caiu 3,62%, em dia bastante negativo no setor, mas ainda acumula uma valorização de cerca de 21% em 2026. Entre os bancos do Ibovespa, BRADESCO PN (BBDC4) perdeu 2,44%, SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) cedeu 5,69%, BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) recuou 2,52% e BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) cedeu 0,59%.
PETROBRAS PN (PETR4) avançou 1,63%, resistindo ao enfraquecimento dos preços do petróleo no exterior, embora tenha reduzido a alta, que chegou a mais de 3% no melhor momento, registrando um recorde intradia, a R$39,25. PETROBRAS ON (PETR3) subiu 1,95%. No mercado internacional, o barril sob o contrato Brent (LCOc1) fechou com declínio de 0,38%.
VALE ON (VALE3) fechou em alta de 0,67%, em mais um pregão sem o referencial do mercado chinês, com feriado naquele país. A mineradora divulgou nesta segunda-feira estimativa de investimentos de US$3,5 bilhões em projetos de cobre em Carajás (PA) no período de 2026 a 2030 e atualizou estimativas de sensibilidade de fluxo de caixa livre.
VIBRA ENERGIA ON (VBBR3) recuou 4,87%, tendo de pano de fundo uma explosão em um de seus tanques de armazenamento de etanol em Volta Redonda (RJ) no fim de semana. O Itaú BBA também destacou em relatório dados preliminares da ANP sobre vendas de combustíveis em janeiro, apontando perda de participação pelas três maiores distribuidoras, em conjunto.
TELEFÔNICA BRASIL ON (VIVT3) avançou 3,27%, após o balanço do quarto trimestre mostrar lucro e Ebitda acima do esperado por analistas, enquanto a receita líquida da companhia, que opera sob a marca Vivo, cresceu 7%. O grupo de telecomunicações também anunciou um novo programa de recompra de ações e uma proposta de redução de capital.
SMARTFIT ON (SMFT3) fechou em queda de 3,26%, em pregão marcado por operação pela qual o Patria Investimentos vendeu a participação remanescente na rede de academias de ginástica. A venda realizada pelo Fundo V de private equity e de coinvestidores movimentou R$890 milhões.
BRASKEM PNA (BRKM5) caiu 3,46%, no segundo pregão de queda seguido. No final da sexta-feira, a petroquímica informou que a Braskem Idesa — joint-venture entre a empresa brasileira e a mexicana Idesa — anunciou o não pagamento de juros programado para o dia 20 de fevereiro referente às suas notas seniores garantidas com vencimento em 2032.
NATURA ON (NATU3) cedeu 0,74%, com o noticiário destacando acordo para encerrar em definitivo um caso envolvendo a Avon nos EUA mediante o pagamento de US$67 milhões. A Natura afirmou que o impacto financeiro será majoritariamente compensado pelos US$22 milhões da venda da Avon Card e 26,9 milhões de euros da venda da Avon Rússia.
RAÍZEN PN (RAIZ4) avançou 5%, após renovar mínimas históricas na última sexta-feira, chegando a R$0,58 no pior momento do pregão. Investidores seguem enxergando um cenário desafiador envolvendo os preços de açúcar e etanol, enquanto monitoram potenciais medidas da companhia para melhorar sua estrutura de capital.
COSAN ON (CSAN3) avançou 1,07%, tendo no radar divulgação pela companhia de que avalia a realização de uma oferta pública inicial de ações (IPO) da sua controlada Compass Gás e Energia.
DESKTOP ON (DESK3), que não faz parte do Ibovespa, desabou 14,65%, ampliando as perdas e chegando a cair mais de 23% no pior momento, após a Reuters noticiar que as negociações para a venda da provedora de internet para a Claro perderam força devido a divergências sobre preços e termos contratuais.
AZUL (AZUL53), que não faz parte do Ibovespa, cedeu 1,7%, revertendo o tom mais positivo visto em boa parte da sessão, após anunciar na sexta-feira a saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Na máxima do dia, a ação chegou a subir mais de 46%.
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