Siderúrgica lucrou R$ 670 milhões no 4T25, alta anual de 0,5%
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As ações da Gerdau (GGBR4) recuaram forte nesta terça-feira (24), após a siderúrgica reportar resultados abaixo do esperado pelo mercado na véspera. Os papéis tiveram queda de 2,22%, cotadas a R$ 21,13.
O Goldman Sachs comenta que o trimestre voltou a ser marcado pelo forte desempenho das operações nos Estados Unidos, com margem EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações/receita líquida) de 21% e cerca de 80% do EBITDA total, enquanto a rentabilidade no Brasil recuou para mínimas históricas de dez anos para um quarto trimestre, com margem próxima de 7%.
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Índices futuros dos EUA têm leves ganhos
Nos EUA, segundo o Goldman Sachs, os resultados continuam sustentados por barreiras comerciais. O crescimento de volumes acelerou para 14% na base anual, ante 10% no 3T25, e a carteira de pedidos avançou para 85 dias, frente a 70 dias no trimestre anterior. O desempenho foi impulsionado pela construção não residencial e pela demanda ligada a energias renováveis, favorecendo um mix de vendas mais rentável e sustentando boa rentabilidade para o 1T26.
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No Brasil, a penetração de aço importado permaneceu elevada, em 21%, contribuindo para volumes mais fracos. Ainda assim, os preços realizados superaram as expectativas, apesar de um mix de produtos menos favorável. O quarto trimestre também foi impactado por paradas operacionais, anulando ganhos de eficiência observados no fim do período.
A companhia reconheceu uma perda por impairment de US$ 2 bilhões, principalmente em ativos imobilizados, refletindo condições mais desafiadoras para geração de caixa, em meio à deterioração macroeconômica e menores taxas de utilização. “Embora determinações preliminares positivas em processos antidumping, como em bobinas a quente (HRC) e fio-máquina importados da China, além da recente elevação da tarifa de importação para 25%, sejam vistas como sinais encorajadores, a efetividade dessas medidas ainda é incerta, diante de possíveis redirecionamentos de comércio”, comenta Goldman Sachs.
O JPMorgan avaliou que o resultado da Gerdau foi positivo, com destaque para a unidade da América do Norte e para a forte geração de caixa.
O EBITDA de R$ 2,4 bilhões ficou 3,4% abaixo da estimativa do banco, mas acima do consenso da companhia, com o desvio explicado por eliminações corporativas, já que as unidades operacionais superaram as projeções.
A América do Norte teve mais um trimestre forte, com margem de 21,1% e EBITDA 3% acima do esperado, apoiado por volumes maiores e custos menores. No Brasil, apesar do cenário desafiador e margem de 7,1%, o resultado superou as estimativas com preços melhores. Na América do Sul, o desempenho também veio acima do esperado, com volumes e preços mais fortes.
Embora a lucratividade no Brasil e nos EUA tenha vindo ligeiramente melhor que o esperado, o Bradesco BBI avalia que o desempenho ainda fraco das operações domésticas e sul-americanas tende a neutralizar a leitura positiva do mercado no curto prazo.
Por outro lado, o BBI destaca a sólida geração de caixa, mas contou com fator pontual de capital de giro, o que limita a extrapolação dessa tendência. A reação dos investidores também dependerá do tom da administração na teleconferência, especialmente sobre a capacidade de recuperação das operaçõesno Brasil e na América do Sul e sobre a sustentabilidade das margens elevadas nos EUA.
O Itaú BBA avalia o resultado como ligeiramente positivo. Segundo o banco, os números foram marcados pela continuidade do forte desempenho na América do Norte, apesar da sazonalidade mais fraca, com leve melhora sequencial na região. Em contrapartida, o Brasil seguiu com desempenho inferior, registrando margem EBITDA de 7,1%, o menor nível desde o 4T15.
A XP Investimentos avaliou que os resultados foram razoáveis, mas dentro da média, com destaque para o robusto desempenho na área de desenvolvimento de negócios da América do Norte, impulsionado por um ambiente de preços favorável, com níveis sólidos de carteira de pedidos sustentados pelo protecionismo em meio à expansão do Artigo 232.
O time da XP também destaca o desempenho mais fraco na área de desenvolvimento de negócios do Brasil, refletindo o aumento do custo dos produtos vendidos por tonelada, principalmente devido às paradas para manutenção e um fluxo de caixa livre positivo de R$ 1,4 bilhão, com liberação de R$ 1,4 bilhão na semana, influenciado por ajustes de capacidade no Brasil e iniciativas para otimizar os estoques de matéria-prima.
O Morgan Stanley, por sua vez, classificou os resultados como sólidos e em linha com o consenso. Apesar da forte geração de caixa, os dividendos de R$ 0,10ação ficaram abaixo do consenso e da estimativa de lucro por ação do banco de R$ 0,13 por ação.
Recomendações
O Goldman Sachs manteve recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 24 por ação. O JPMorgan também reiterou classificação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 29. A XP manteve recomendação de compra para as ações da Gerdau , em função do momento positivo observado nas operações na América do Norte.
Já o BBI manteve recomendação neutra para Gerdau e preço-alvo de R$ 21, pois avalia que a recente valorização das ações já precifica o bom momento norte-americano, enquanto enxerga espaço limitado para uma retomada mais consistente no Brasil ao longo do primeiro semestre de 2026. O Morgan Stanley também reiterou classificação neutra e preço-alvo de R$ 22.
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