2 de março de 2026

​JPMorgan inicia cobertura da Aura Minerals com compra e vê potencial de alta de 30% 

JPMorgan projeta o preço do ouro em US$ 6.300 por onça até o fim de 2026 e US$ 6.600 em 2027
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O JPMorgan iniciou a cobertura de Aura Minerals (BDR: AURA33) com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo para o fim de 2026 de US$ 105 por ação, o que implica potencial de valorização de 30%.

Na visão do JPMorgan, a Aura é praticamente uma produtora focada em ouro, com cerca de 90% das receitas provenientes do metal, e o banco mantém visão positiva para o ouro.

A equipe de commodities do JPMorgan, liderada por Gregory Shearer, projeta o preço do ouro em US$ 6.300 por onça até o fim de 2026 e US$ 6.600 em 2027, ante o nível atual próximo de US$ 5.000 por onça. A visão construtiva é sustentada por forte demanda de investidores e bancos centrais.

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Embora a Aura não seja totalmente comparável às grandes empresas do setor de ouro, dado seu menor porte, menor liquidez e perfil de risco mais elevado, o JPMorgan mantém visão construtiva tanto para a commodity quanto para a companhia, vendo a Aura como uma forma atrativa de exposição ao ouro.

Aura: uma história de crescimento

Desde 2017, a companhia passou de duas operações principais para sete projetos em quatro países. O próximo projeto relevante é Era Dorada, com operação plena prevista para 2028 e potencial de adicionar cerca de 100 mil onças à produção. A empresa também assegurou uma oitava mina, Matupá, que, embora licenciada, ainda não está incorporada aos modelos.

Nas estimativas do JPMorgan, os volumes devem crescer cerca de 75% até 2028, com CAGR (taxa composta de crescimento anual) de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 66%.

A estratégia da Aura combina crescimento orgânico e inorgânico, criando valor por meio de aquisições e desenvolvimento interno. A companhia tem histórico comprovado de reestruturação de ativos adquiridos. Ao mesmo tempo, projetos orgânicos como Almas e Borborema, desenvolvidos desde a exploração até a produção, já contribuem de forma relevante para o valor patrimonial líquido (NAV estimado em US$ 3,5 bilhões), evidenciando a capacidade da gestão de entregar novas minas e otimizar ativos existentes.

O JPMorgan destaca que a Aura mantém estrutura de capital robusta, com alavancagem líquida negativa de 0,3 vez Dívida Líquida/EBITDA estimado para 2026, o que confere flexibilidade para novos investimentos. Ao mesmo tempo, a mineradora prioriza dividendos, distribuindo 20% do EBITDA, excluindo capex de manutenção e exploração.

Para 2026, o banco projeta yield de fluxo de caixa livre de 13,7% e dividend yield de 4,1%, com crescimento acumulado de cerca de 17% nos dividendos entre 2026 e 2028, à medida que produção e EBITDA atingem pico.

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