Copasa tem aumento de quase 24% no lucro do 4º tri
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As ações da companhia de saneamento de Minas Gerais, Copasa (CSMG3), registravam forte desvalorização na sessão desta quinta-feira (26), mesmo após a ex-estatal ver o lucro crescer 23,9% na base anual, para R$ 337 milhões. Às 15h25 (horário de Brasília), os papéis recuavam 4,20%, a R$ 54,77; no acumulado do ano, contudo, os papéis ainda sobem 26%.
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A Genial Investimentos avalia que o avanço do lucro na base anual reflete a expansão do resultado operacional, a melhora do resultado financeiro líquido e a redução da alíquota efetiva de IR/CSLL, que atingiu 9,6%, influenciada pelo maior benefício fiscal decorrente da declaração de juros sobre capital próprio no período. “O trimestre demonstra capacidade da companhia de expandir lucro mesmo em cenário de maior despesa financeira”, comenta.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) atingiu R$ 731,0 milhões no período, alta de 14,1% na comparação anual. Segundo a Genial, o crescimento acima da receita indica ganho operacional relevante, refletindo diluição de custos, maior eficiência administrativa e captura adequada do reajuste tarifário, mesmo em um ambiente de pressão inflacionária sobre itens específicos.
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Os custos e despesas totais, excluindo depreciação e amortização, somaram R$ 1,1 bilhão, avanço de 3,0% ano contra ano, ritmo inferior ao da receita líquida, o que reforça a leitura de ganho de eficiência e diluição de custos fixos. Os custos administráveis chegaram a R$ 877,1 milhões, alta de 3,9%. As despesas com pessoal cresceram 4,9%, para R$ 442,6 milhões, impactadas por reajustes salariais vinculados aos ACTs de 2024 e 2025, maior uso do plano de saúde e pagamento de participação nos lucros. Ainda assim, houve redução de 1,8% no quadro de funcionários, evidenciando disciplina na gestão de headcount.
A receita líquida de água, esgoto e resíduos sólidos alcançou R$ 1,9 bilhão no trimestre, expansão de 6,9% na base anual. O desempenho foi impulsionado pelo reajuste tarifário aplicado em janeiro de 2025, com efeito médio de 6,4% autorizado pela Arsae-MG, além do crescimento operacional de volumes.
A Genial também destacou a melhora relevante nos indicadores operacionais, com redução expressiva do índice de perdas para 32,4%, queda de 570 pontos-base na comparação anual, movimento associado ao avanço em iniciativas de eficiência.
O Itaú BBA, por sua vez, destaca que o Ebitda recorrente da Copasa ficou em linha com suas estimativas, apresentando um aumento significativo em relação ao ano anterior, devido a volumes mais fortes e um sólido desempenho de custos.
O banco acredita que esses resultados não representam nenhuma reviravolta significativa e que o desempenho das ações está altamente correlacionado com os desdobramentos do processo de privatização. Com isso, manteve recomendação equivalente à compra e preço-alvo de R$ 55,90.
Já a XP avalia que a Copasa apresentou resultados ajustados fortes, 12% acima das suas estimativas, beneficiada por efeitos positivos de calendário, mas também mostrando boa disciplina de custos.
A XP manteve recomendação de recomendação de compra e preço-alvo de R$ 53,6, pois a Copasa continua sendo negociada a uma TIR real atrativa de 8,6%. A tese de investimento da corretora está principalmente ancorada na probabilidade de uma privatização bem-sucedida, diante dos avanços relevantes no front político que sugerem que a Copasa pode ser privatizada no primeiro semestre de 2026.
Apesar do rali relevante observado desde o fim de 2025, a XP acredita que ainda há upside a ser capturado, uma vez que os investidores ainda estão tentando dimensionar todo o potencial de valor de uma Copasa privatizada.
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