2 de março de 2026

​Por que o FII GARE11 organiza imóveis em “subfundos”? Entenda a estrutura 

Guardian detalha como a organização societária pode impactar diretamente o retorno ao cotista
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Uma estrutura societária bem desenhada pode fazer diferença direta na geração de ganhos aos cotistas. No caso do GARE11 (Guardian Real Estate) a adoção de fundos imobiliários sob o guarda-chuva do veículo principal — em vez de concentrar todos os ativos diretamente na carteira — é vista pela gestão como um instrumento para reduzir custos, agilizar transações e potencializar retornos.

Em vez de adquirir imóveis diretamente em todos os casos, o fundo pode estruturar determinados ativos dentro de veículos específicos, que funcionam como “caixinhas” separadas, modelo comparável às SPEs (Sociedades de Propósito Específicos) utilizadas por incorporadoras para desenvolver e vender empreendimentos.

“A gente usa essa estrutura para ter flexibilidade e redução de custos, por exemplo, no ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis). Quando você compra cotas de um fundo, você não tem esse custo na aquisição. Isso pode gerar economia para o cotista”, afirma Gustavo Asdourian, sócio da Guardian.

Organograma do GARE11. Foto: Divulgação.

Assim, a estrutura facilita a venda futura dos ativos. Ao alienar cotas do veículo que detém o imóvel — em vez de vender diretamente o bem — o potencial comprador pode evitar custos como ITBI, o que tende a tornar a transação mais eficiente.

De acordo com ele, a existência de subfundos não implica dupla cobrança de taxa de gestão. “Não existe cobrança em duplicidade. O investidor paga apenas a taxa do GARE11”, ressalta.

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Maior flexibilidade para distribuir ganhos

Outro benefício apontado pelo gestor é a possibilidade de administrar de forma mais eficiente a distribuição de ganhos não recorrentes, como aqueles provenientes de vendas de imóveis.

Segundo ele, a estrutura permite maior flexibilidade para parcelar operações ou organizar a distribuição de resultados ao longo do tempo, evitando concentração excessiva de dividendos em um único período. “Você consegue encaixar melhor o resultado e suavizar a distribuição de dividendos”, diz Asdourian.

Negociações em andamento

A Guardian aponta que adota uma estratégia de gestão ativa no GARE11, com histórico de pelo menos uma venda relevante por ano.

Para 2026, já há conversas em andamento tanto para alienação de ativos quanto para desenvolvimento em imóveis estratégicos de renda urbana, incluindo potencial venda de potencial ou antecipação de resultados via incorporação.

“Tem conversas de venda e também de desenvolvimento. A gente deve ter boas surpresas ao longo do ano”, diz o gestor.

Confira a entrevista completa na edição desta semana do Liga de FIIs. O programa vai ao ar todas as quartas-feiras, às 18h, no canal do InfoMoney no Youtube. Você também pode rever todas as edições passadas.

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