12 de março de 2026

​Tesouro Direto tem “circuit breaker” após taxas acelerarem com guerra do Irã 

Conflito se estende pelo quarto dia, com ataques de Israel ao Irã e ao Líbano, incluindo incursões terrestres contra o Hezbollah
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O Tesouro Direto interrompeu negociações no fim da manhã desta desta terça-feira (3), em meio à forte volatilidade nos mercados diante da escalada na guerra do Irã, e o temor de que a extensão do conflito crie pressões inflacionárias pelo mundo. Em momentos de forte oscilação, a plataforma do Tesouro costuma suspender o funcionamento para proteger o investidor.

Nas últimas horas, Israel lançou ataques simultâneos a Teerã e Beirut, e iniciou incursões terrestres no Líbano para combater o Hezbollah. Pouco antes, drones iranianos atingiram a embaixada dos EUA na Arábia Saudita.

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Antes da paralisação, as taxas operavam em forte alta, reagindo à nova onda de aversão ao risco. Destaque para o Tesouro Prefixado 2029, com taxa em alta de 16 pontos-base, para 12,94% ao ano. Já o Prefixado 2032 subia de 13,37% para 13,50%. No vencimento mais longo, o prefixado com juros semestrais 2037 ia de 13,58% para 13,68%.

Entre os papéis atrelados à inflação, as taxas também subiam. O IPCA+ 2032 passava de 7,43% para 7,47% de remuneração, o IPCA+ 2040 ia de 7,01% para 7,05%, e o IPCA+ 2045 avançava de 7,02% para 7,07%. No trecho mais longo, o IPCA+ 2050 subia de 6,79% para 6,81%, enquanto o IPCA+ 2060 saltava de 6,96% para 7,00%.

O movimento acompanha o forte recuo dos ativos de risco globais. O dólar avança mais de 2%, próximo de R$ 5,30, e o Ibovespa cai mais de 4%, enquanto investidores reavaliam o impacto da alta do petróleo sobre a inflação e, consequentemente, sobre as decisões de política monetária. Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries também avançam, refletindo a percepção de que o choque de energia pode adiar cortes de juros pelo Federal Reserve.

Diferentemente de episódios clássicos de turbulência, em que títulos públicos funcionam como proteção, o foco agora está na pressão inflacionária que pode surgir da escalada geopolítica.

No Brasil, o mercado também repercute o PIB do quarto trimestre de 2025 divulgado pelo IBGE, que confirmou desaceleração na margem, mas crescimento relevante no acumulado do ano. O dado, porém, fica em segundo plano diante do choque externo.

Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h28 desta terça-feira (3), antes da suspensão:

TítuloRendimento AnualVencimentoTesouro Selic 2031SELIC + 0,0992%01/03/2031Tesouro Prefixado 202912,94%01/01/2029Tesouro Prefixado 203213,50%01/01/2032Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203713,68%01/01/2037Tesouro IPCA+ 2032IPCA + 7,47%15/08/2032Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037IPCA + 7,33%15/05/2037Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 7,05%15/08/2040Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 7,07%15/05/2045Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 6,81%15/08/2050Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 7,00%15/08/2060

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