Ataques de Israel a Teerã e Beirute e do Irã a bases americanas marcam o dia da guerra
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Nesta terça-feira (3), o quarto dia de conflitos no Oriente Médio, Israel atacou a Assembleia de Especialistas, no Teerã. Este é o local onde deveria ser feita a escolha de uma nova liderança para o Irã. Ainda não se sabe se havia pessoas no local e o Irã minimizou o ataque afirmando se tratar de um prédio desativado.
O exército israelense também afirmou ter atacado o gabinete presidencial do Irã e o prédio do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país. Além disso, ataques foram registrados em Beirute, capital do Líbano, e o ministro da Defesa israelense autorizou o avanço terrestre para tomar novas posições estratégicas no Líbano e impedir ataques às localidades fronteiriças.
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Os Estados Unidos, por sua vez, afirmaram ter destruído instalações de comando e controle da Guarda Revolucionária Islâmica no Irã, além de aeródromos militares e equipamentos de defesa aérea e de lançamento de mísseis e de drones.
Do outro lado, o Irã atacou um navio petroleiro de bandeira americana no porto de Khalifa bin Salman, no Barein, onde estava atracado. A Embaixada dos EUA em Riad, na Arábia Saudita, também foi alvo de dois drones. Não houve vítimas ou feridos.
Números da guerra
A Sociedade do Crescente Vermelho iraniana afirmou que até o momento os ataques de Estados Unidos e Israel no Irã mataram 787 pessoas.
11 pessoas morreram em Israel em locais atingidos por mísseis iranianos e os Estados Unidos afirmam que seis soldados americanos morreram no Kuwait após um ataque do Irã.
Também nesta terça a ONU (Organização das Nações Unidas) informou que 30 mil pessoas foram deslocadas e acolhidas em abrigos no Líbano em decorrência do conflito. “Muitas outras dormiam em seus carros, à beira das estradas ou estavam presas no trânsito nas vias que saíam do sul do país”, disse Babar Baloch, porta voz da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em coletiva de imprensa.
Declarações de Trump sobre a guerra
“Praticamente tudo foi destruído no Irã”, disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em conversa com jornalistas na Casa Branca. Ele disse que é “tarde demais” para negociações com o Irã e anunciou uma nova onda de ataques “em breve”.
Trump falou também sobre um nome para liderar uma possível mudança de regime no Irã e disse que todos que os Estados Unidos considerava estão mortos.
O presidente disse ainda que atacou o Irã porque achou ue eles atacariam antes e contradisse Marco Rubio ao afirmar que pressionou Israel a participar da ofensiva.
Outras autoridades também se manifestaram
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também se manifestou nesta terça sobre a guerra. Na linha do que vem dizendo os Estados Unidos, Netanyahu disse que a guerra contra o Irã “não vai durar anos”.
“Eu disse que poderia ser rápido e decisivo. Pode levar algum tempo, mas não vai levar anos. Não é uma guerra sem fim”, declarou Netanyahu no programa “Hannity”, da Fox News, na segunda-feira.
Outra autoridade que se pronunciou nesta terça sobre o conflito foi Sergei Lavrov, o ministro de Relações Exteriores da Rússia. Ele disse não ter visto evidência de que o Irã está produzindo armas nucleares – justificativa dos EUA para os ataques – e levantou a possibilidade de que a guerra tenha um efeito contrário, com mais países buscando armas nucleares.
*Com informações de Estadão Conteúdo e da Reuters.
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