7 de março de 2026

​Simpar: No médio e longo prazo, não tem conta pra fazer, diz CFO sobre capitalização 

CFO considera que mercado precisa de tempo para digerir o passo realizado pela holding
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A Simpar (SIMH3) anunciou, juntamente com a Movida (MOVI3) e a Vamos (VAMO3), aprovação de aumento de capital privado que pode chegar ao valor combinado de R$ 2,2 bilhões a R$ 3,1 bilhões, com participação da BNDESPAR e JSP Holding, além de outros investidores. O acordo prevê também direito de compra de ações para a JSL (JSLG3).

Em entrevista exclusiva ao InfoMoney, o CFO da holding, Denys Ferrez, afirmou não ter preocupações de curto prazo, mas sim olhar focado no longo prazo para a Simpar e as empresas do grupo que foram parte do acordo. “Acho que é uma oportunidade única”, afirma.

“No curto prazo, o pessoal ainda está fazendo conta, mas no médio e longo prazo, não tem conta pra fazer”, destaca o executivo. Segundo Ferrez, a melhora na captação faz com que a condição de risco melhore, a capacidade de dar seguimento a novas oportunidades melhora. “Não estou dizendo que a gente vá acelerar, estamos seguindo um planejamento no longo prazo de forma bem disciplinada”, diz.

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“É um incremento na nossa estrutura de capital. Acelera a direção que a gente já vinha de, depois de reusar a alavancagem para construir um negócio, trazê-la de volta”, disse.

Ferrez explicou que a operação foi uma construção que levou tempo e fruto de análise detalhada por parte da BNDESpar. A companhia chegou a cogitar realizar a operação ainda em 2009, antes do aumento de capital, mas o momento lá atrás não se apresentou tão favorável quanto agora. A relação com o grupo, no entanto, se manteve e as discussões nesse sentido seguiram intermitentes.

“Eles continuaram acompanhando nosso desenvolvimento, vendo a entrega, a capacidade de execução, a volumetria dos investimentos e a nossa contribuição também”, afirmou.

Sobre as reações iniciais à operação, o CFO afirmou que o mercado precisa de um tempo “para digerir” o que foi anunciado. O executivo destacou que há aspectos de curto prazo, como diluição e oportunidade igualitária para acionistas, que podem impactar as primeiras reações.

“Se a pessoa quiser, ela poderá manter a sua participação. Está no perímetro só do acionista das companhias, então não é uma oportunidade que quem está de fora tem, né? Lembrando que a data de corte é o dia 10 de março”, afirmou, sobre data limite para que acionistas possam exercer direito de preferência.

O executivo explicou, ainda, que haverá negociação de direito de subscrição na hipótese de acionistas que não tenham interesse ou possibilidade para acompanhar o aumento de capital.

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