IBOV acumula alta de 11% em 2026, mas duas semanas de queda acendem alerta técnico.
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Inicio a leitura dos mercados com um cenário mais cauteloso para os ativos de risco. No Brasil, o Ibovespa (IBOV) ainda preserva a tendência primária de alta no gráfico diário, mas a correção recente após renovar a máxima histórica acendeu um sinal de alerta no curto prazo.
No exterior, o ambiente também perdeu tração: Nasdaq e S&P 500 registram novas semanas de queda e operam abaixo das médias móveis, enquanto o dólar futuro tenta uma recuperação após semanas de baixa. Já o Bitcoin segue em consolidação após forte correção recente, ainda negociando abaixo de níveis técnicos importantes.
Com os principais ativos próximos de regiões técnicas decisivas, os próximos movimentos do mercado tendem a indicar se o cenário atual representa apenas uma correção dentro da tendência principal ou o início de uma fase mais prolongada de ajuste.
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Análise técnica do Ibovespa
No gráfico diário, observo que o Ibovespa ainda mantém tendência de alta, mas passou a mostrar sinais de correção após renovar a máxima histórica em 192.623 pontos. O movimento de ajuste ganhou força recentemente, com o índice acumulando queda de 4,99% na última semana, marcando a segunda semana consecutiva no negativo.
Na última sessão, o índice recuou 0,61%, encerrando aos 179.364 pontos. Mesmo com a correção recente, o IBOV ainda acumula alta de 11,32% em 2026. O IFR (14) em 42,87 permanece em zona neutra.
Para retomar o movimento de alta, observo como gatilho a superação da faixa de resistência em 185.366/189.602 pontos e, posteriormente, da máxima histórica em 192.623 pontos. Acima desses níveis, os próximos alvos projetados aparecem em 193.270, 196.075 e na região psicológica de 199.540/200.000 pontos.
Por outro lado, para continuidade da correção, o índice precisa perder o suporte em 178.556/177.741 pontos. Caso rompa essa faixa, o fluxo vendedor pode se intensificar em direção a 171.815/166.467, com projeções mais longas em 161.765/157.120 pontos.
Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
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Análise técnica do Dólar
No gráfico diário, o dólar futuro ainda apresenta tendência predominante de baixa, mas trouxe um movimento de recuperação na última semana, voltando a negociar acima das médias móveis de curto prazo.
Na última sessão, o contrato recuou 0,24%, cotado aos 5.289 pontos. O ativo segue acima das médias de 9 e 21 períodos, enquanto a média de 200 períodos atua como resistência imediata. O IFR (14) em 54,54 permanece em zona neutra.
Para continuidade da baixa, será necessário romper o suporte em 5.262/5.161 pontos. Abaixo dessa faixa, os alvos aparecem em 5.121/5.057,5, com projeção mais longa em 4.955 pontos.
Já para dar sequência ao movimento de recuperação, o dólar precisa superar a resistência em 5.383,5/5.446 pontos. Acima disso, os próximos objetivos técnicos ficam em 5.560/5.614, com extensão para 5.669,5/5.783,5 pontos.
Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
Confira a análise dos minicontratos:
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Análise técnica da Nasdaq
A Nasdaq voltou a mostrar fraqueza nas últimas semanas e registrou a segunda semana consecutiva de queda, após se aproximar da máxima histórica. O índice rompeu a linha de tendência de alta (LTA) e agora negocia dentro de um canal de baixa, além de operar abaixo das médias móveis.
No mês de março, o índice acumula queda de 1,27%, negociando próximo de 24.643 pontos.
Para retomada da alta, será necessário superar a faixa de resistência em 25.077/25.382 pontos. Acima desse nível, os alvos passam por 25.873, pela máxima histórica em 26.182 e pelas projeções em 26.475/26.735 pontos.
Já para continuidade da pressão vendedora, será necessário romper o suporte em 24.622/24.315 pontos. Perdendo essa região, o índice pode buscar 24.021/23.698, com extensão para 23.279/22.959 pontos.
Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
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Análise técnica do S&P 500
O S&P 500 também apresenta enfraquecimento no curto prazo, acumulando queda nas últimas sessões e operando abaixo das médias móveis.
No mês de março, o índice recua 2,02%, negociando aos 6.740 pontos.
Para retomada do movimento de alta, será necessário superar a faixa de 6.773/6.882 pontos. Acima dessa região, os alvos aparecem em 6.945/6.977, com teste potencial da máxima histórica em 7.002 pontos.
Por outro lado, para continuidade da correção, o índice precisa romper o suporte em 6.710/6.630 pontos. Caso perca essa faixa, pode buscar 6.521/6.443, com projeções mais baixas em 6.343/6.147 pontos.
Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
Análise do Bitcoin
No curto prazo, observo que o Bitcoin segue em movimento lateral após a forte correção recente. O ativo permanece abaixo da região psicológica de US$ 70.000 e chegou a testar recentemente o suporte próximo de US$ 60.000.
Em março, até o momento, o ativo apresenta leve alta de 1,5%, mas ainda negocia abaixo das médias móveis, o que mantém o cenário técnico mais cauteloso.
Para recuperação mais consistente, o Bitcoin precisa superar US$ 72.667/US$ 79.360. Acima dessa faixa, os alvos projetados aparecem em US$ 84.650, US$ 91.224 e US$ 97.624/US$ 99.692.
Já para continuidade do movimento de baixa, o ativo precisa romper US$ 62.510/US$ 58.946. Perdendo essa região, os suportes seguintes aparecem em US$ 52.550/US$ 49.000, com alvo mais longo na região de US$ 40.280.
Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
IFR (14) – Ibovespa
O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.
Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:
Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz
(Rodrigo Paz é analista técnico)
Guias de análise técnica:
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