Perfil exclusivo no segmento de crédito consignado oferece alternativas de upside
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A fintech Agibank (AGBK) realizou sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa de Nova York em fevereiro e, a menos de um mês, já ganhou a cobertura de bancos de peso. Mesmo após o preço ter ficado no piso da faixa indicativa, os analistas abriram a cobertura com recomendação de compra e potencial de valorização de até 100%.
De maneira geral, os bancos enxergam a companhia como um importante participante do nicho de crédito consignado do INSS no Brasil, com uma carteira de crédito total de R$ 34 bilhões e em crescimento.
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Para o Morgan Stanley, a combinação entre forte crescimento de lucros, retornos de alta qualidade e avaliação atrativa, renderam à fintech a recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 21 por ação para o final de 2026, um potencial de valorização de 100%. A projeção do banco espera uma expansão do lucro líquido até 2028, com um crescimento anual composto (CAGR) na faixa dos 29% em três anos.
Tabela com coberturas e upsides
A expectativa é de que o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) fique na faixa de 26% a 28%. O valor está entre os mais altos na cobertura da casa. Esse resultado deverá ser impulsionado por crescimento de empréstimos e uma economia de escala atrativa.
A média para grandes bancos brasileiros e neobancos fica em torno dos 21%, de acordo com o Goldman Sachs. O banco, por sua vez, iniciou a cobertura com recomendação Outperform (desempenho superior ao mercado) e preço-alvo a US$ 19 por ação, um upside de 81%.
Indústria grande e com movimento crescente
Segundo análise do Goldman, a Agibank oferece um perfil de risco mais resiliente no ecossistema de crédito consignado do INSS, quando comparado a outros produtos de crédito ao consumidor. Esse perfil é sustentado pelo mecanismo da companhia em que as parcelas do empréstimo são descontadas diretamente do benefício da previdência social. Os empréstimos consignados do INSS representam 78% da carteira de crédito da companhia.
De acordo com os analistas, o modelo híbrido de distribuição, combinando canais físicos de digitais, também deve favorecer os ganhos de participação de mercado, à medida que bancos incumbentes reduzem o foco nesse segmento. Os canais físicos são, em maior parte, mais adequados para atender aposentados e pensionistas, o público focal da Agibank.
Para o Itaú BBA, a falta dessa atenção personalizada é, em maior parte, a principal razão pela qual bancos digitais têm dificuldade em ganhar relevância no consignado, mesmo oferecendo taxas menores. O banco também teve recomendação Outperform para a companhia, com preço-alvo de US$ 16 para o final de 2026.
Catalisadores e riscos
Cerca de 42 milhões de brasileiros recebem aproximadamente R$ 2 mil em benefícios do INSS, principalmente aposentadorias, conforme os analistas da casa. Segundo as análises, esse fluxo previsível de pagamentos serve de garantia indireta para o crédito consignado do INSS.
A alta adicional da companhia ainda pode contar com uma possível expansão do modelo para novas regiões e mais ganho na participação dentro do crédito dos clientes. A expansão para novos segmentos, como consignado público ou privado, e a adição de novos serviços financeiros, também podem ser importantes catalisadores.
Por outro lado, as mudanças regulatórias no consignado podem oferecer riscos à tese. Da mesma maneira, que a evolução no ambiente de juros pode atrapalhar os ganhos previstos. De acordo com o BBA, o ciclo de crédito é menos relevante para a Agi, pois a maior parte da carteira é garantida.
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