13 de março de 2026

​YouTube libera detecção de deepfake para políticos brasileiros. Entenda como funciona 

Programa vai permitir que autoridades e candidatos possam detectar a reprodução de suas imagens por inteligência artificial
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Autoridades e candidatos políticos terão uma ferramenta no YouTube que permitirá detectar se foram alvo de deepfakes, vídeos falsos criados por inteligência artificial (IA). O serviço do Google anunciou a chegada do novo recurso nesta terça (10) e incluirá uma lista de figuras públicas não revelada — segundo o Google, a medida visa preservar a privacidade dos participantes do programa.

O “likeness detection” estava disponível desde o ano passado para criadores e influenciadores e foi ampliado nesta semana para incluir autoridades governamentais, jornalistas e candidatos políticos. A decisão ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovar novas regras sobre o uso de IA durante a campanha de 2026. Entre os ítens vetados estão o uso de deepfakes para prejudicar ou favorecer candidaturas, além de publicação de material sintético 72 horas antes das eleições.

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Pelas novas normas, as plataformas podem ser responsabilizadas caso não removam material gerado por IA que violem o regramento. Os participantes do novo programa do YouTube serão contactados pela plataforma.

Na sequência, essas pessoas devem verificar suas identidades junto ao YouTube, que afirma que não usará essas informações para treinar modelos de IA. Então, esses usuários poderão checar se tiveram suas imagens recriadas no serviço — a busca é estritamente pessoal e não permite checagens para outras personalidades. O sistema faz a busca apenas por imagens e não inclui áudio.

A detecção de deepfakes é um dos grandes desafios do mundo tecnológico atual. A construção de sistemas universais de checagem, que consegue apontar criações sintéticas por diferentes modelos de IA, depende de uma construção e atualização constante do banco de dados das ferramentas. Detectores universais costumam ter performance pior quando confrontados com imagens geradas por modelos que não fizeram parte do seu treinamento. Com a evolução constante da tecnologia, o setor vive uma eterna caça de gato e rato.

No programa do YouTube, a tecnologia usada é semelhante ao “ContentID”, utilizada para a detecção de conteúdo protegido por direito autoral. Segundo a plataforma, a ideia é que o recurso possa estar disponível para todos os seus usuários — desde o ano passado, ela já funciona com criadores de canais monetizados.

A detecção de um deepfake, no entanto, não garante a sua remoção imediata — segundo a companhia, cada caso será analisado antes de uma decisão. “O YouTube tem um longo histórico de proteção à liberdade de expressão e ao conteúdo de interesse público — incluindo a preservação de conteúdos como paródia e sátira, mesmo quando usados para criticar líderes mundiais ou figuras influentes”, diz o comunicado da companhia.

Além de avaliar se o conteúdo é sintético, o YouTube também vai analisar o nível de realismo da retratação e a sua rotulação como material sintético. Também será levado em conta se o material é claramente paródia ou sátira (como forma de enriquecer o debate público) ou se a pessoa retratada aparece cometendo crimes ou endossando candidatos ou produtos.

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