Companhia nesta manhã um lucro líquido recorrente de R$ 235 milhões no quarto trimestre de 2025
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A Smart Fit (SMFT3) divulgou nesta manhã seus resultados do quarto trimestre de 2025, que provocou uma reação positiva do mercado. Às 11h53, as ações da companhia subiam 3,26%, R$ 19,35.
A rede de academias reportou resultados operacionais em grande parte em linha com as expectativas da XP, embora o lucro líquido tenha ficado abaixo do esperado devido a impostos mais elevados nas operações internacionais.
Na avaliação da XP, as tendências operacionais ficaram próximas das estimativas da casa: o México continuou sendo o principal ponto negativo, a concentração de aberturas no quarto trimestre elevou despesas pré-operacionais e pressionou as margens no Brasil, enquanto a dinâmica de rentabilidade permaneceu sólida nos demais países da América Latina. Ainda assim, o lucro líquido decepcionou devido à maior carga tributária nas operações internacionais.
De forma geral, a XP acredita que o quarto trimestre respondeu parcialmente às preocupações dos investidores em relação aos efeitos do TotalPass nos resultados. A penetração do serviço permanece relativamente controlada, representando 15% dos check-ins da Smart Fit no Brasil, as margens das academias maduras continuam sólidas e a linha de “Outras Receitas” foi um forte contribuinte para o lucro bruto do trimestre.
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Apesar do ambiente operacional seguir relativamente benigno, as premissas para crescimento indicam crescimento de fluxo de caixa livre (FCF) abaixo do observado entre pares
O Morgan Stanley, por sua vez, avaliou que os resultados da companhia vieram em linha com as expectativas e destacou que a recente queda das ações abre uma oportunidade de compra.
O lucro líquido ajustado aumentou 19% em relação ao ano anterior, mas abaixo das estimativas do Morgan Stanley e do consenso. Segundo os analistas, a diferença ocorreu principalmente por impostos efetivos mais altos nas operações fora do Brasil, e não por desempenho operacional mais fraco.
Já o fluxo de caixa livre ficou abaixo do esperado devido a investimentos (capex) maiores que o previsto da Morgan Stanley. O capex por unidade aumentou 7%, algo que pode representar um novo patamar estrutural, refletindo melhorias no produto e pressão inflacionária.
O número também ficou 14% acima da estimativa do JPMorgan, beneficiado por efeitos tributários positivos, mas 25% abaixo do consenso, possivelmente refletindo impactos da tributação internacional prevista no Pilar 2 da OCDE.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado cresceu 25% na comparação anual, para R$ 610 milhões, ficando cerca de 1% abaixo das estimativas do JPMorgan e do consenso, com desempenho ajudado pelas operações em outros países da América Latina, enquanto Brasil e México apresentaram margens pressionadas.
A base de clientes consolidada cresceu 8% na comparação anual, alcançando cerca de 5,2 milhões de membros. A receita líquida atingiu R$ 1,9 bilhão, alta de 26%, em linha com estimativas, refletindo o crescimento da base de alunos e aumento de 12% no ticket médio.
Na avaliação do JPMorgan, a margem bruta caixa recuou pressionada por maiores despesas pré-operacionais relacionadas ao elevado número de aberturas. As despesas administrativas (SG&A) cresceram levemente acima da receita, refletindo maiores investimentos no TotalPass e a consolidação da FitMaster.
O lucro líquido ficou abaixo das expectativas do Goldman Sachs, devido a uma alíquota efetiva de imposto maior que o esperado. Além disso, os investimentos (capex) vieram acima do projetado, pontos que o banco pretende discutir com a administração da companhia na teleconferência de resultados.
O BTG, por sua vez, destacou que a rede de academias apresentou mais um conjunto de resultados sólidos no 4T25, com forte crescimento da receita e do EBITDA, em linha com as suas estimativas.
Por outro lado, o BTG comenta que margens ficaram sob pressão devido aos investimentos na Totalpass e às despesas relacionadas com a abertura de novas unidades, impulsionadas pela maior concentração de aberturas de academias durante o período e pelo aumento dos custos associados às unidades atualmente em fase de expansão.
México
Segundo o Goldman Sachs, o México voltou a ser um ponto de atenção, já que a receita por academia permaneceu estável na comparação anual. Isso indica que a operação não conseguiu repassar integralmente o aumento dos custos trabalhistas, impulsionados pela elevação do salário mínimo e também por investimentos para ampliar o número de funcionários na recepção, com o objetivo de melhorar a conversão de vendas.
A receita líquida no país atingiu R$ 406 milhões, alta de 18%, superando as estimativas do JPMorgan em 3%. O resultado refletiu aumento de 11% no ticket médio e crescimento de 6% na base de alunos, para 1,1 milhão.
Por outro lado, a margem bruta caixa caiu 490 pontos-base, para 42,9%, pressionada por maiores custos com pessoal e serviços de terceiros. A margem Ebitda ficou em 34,2%, queda de 500 pontos-base em um ano. O Ebitda ajustado foi de R$ 139 milhões, alta de 3%, mas 7% abaixo da estimativa do JPMorgan.
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Brasil
No Brasil, a receita líquida foi de R$ 860 milhões, alta de 27%, ligeiramente abaixo da estimativa do JPMorgan. O crescimento foi impulsionado por ticket médio 13% maior, expansão de 3% da base de alunos nas unidades próprias e consolidação da FitMaster.
O ticket médio nas academias próprias foi favorecido por reajustes de preço mais assertivos e pelo avanço do TotalPass, que respondeu por 12% das vendas líquidas das unidades próprias em 2025, ante 8% em 2024, e por 15% dos check-ins.
Para Goldman Sachs, o Brasil apresentou desempenho sólido. A leve queda na margem bruta foi explicada pelo número recorde de aberturas de academias no trimestre, com concentração principalmente em dezembro, próximo ao período de maior captação de alunos em janeiro. As operações em outros países da América Latina continuaram superando expectativas.
Abertura de academiras
Junto com os resultados, a empresa anunciou guidance de abertura de 330 a 350 novas academias em 2026, cerca de 3% abaixo da projeção do JPMorgan. O intervalo indica desaceleração em relação ao guidance para 2025 (340 a 360), mas está alinhado com o total efetivamente entregue no ano passado (341 unidades). O banco projeta 349 novas academias em 2026.
A projeção de expansão da Smart Fit veio em linha com a projeção do Goldman Sachs, que estima cerca de 350 novas unidades no próximo ano.
Recomendação de compra
O Goldman Sachs reiterou recomendação de compra para SMFT3, com preço-alvo de R$ 38 para os próximos 12 meses, baseado em uma média entre avaliação por fluxo de caixa descontado (com WACC de 14,3%) e múltiplos de mercado, considerando P/L projetado de 17 vezes. O BTG reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 30.
O JPMorgan e Morgan Stanley mantiveram recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra), com preço-alvo de R$ 36 e R$ 31, respectivamente.
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