Estudo mostra as carteiras que tinham maiores aplicações em debêntures das duas companhias
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As recuperações extrajudiciais de Raízen, divulgada hoje, de R$ 65,2 bilhões, e de GPA, dona do Pão de Açúcar, anunciada ontem, de R$ 4,5 bilhões, vão provocar prejuízos para vários fundos de investimento no mercado. Mas, além dos fundos de ações, as moratórias vão atingir também fundos que compraram papéis de renda fixa emitidos pelas duas empresas.
Entre as carteiras com maiores posições em debêntures de Raízen e GPA, estão fundos de crédito privado e de debêntures incentivadas e fundos de previdência, conforme mostra levantamento feito por Einar Rivero, sócio fundador da Elos Ayta Consultoria.
O levantamento tem como base a última carteira divulgada pelos gestores, em sua maioria com as posições do fim de novembro do ano passado. Assim, alguns fundos podem ter reduzido ou até zerado as posições. Mas é possível, mesmo assim, avaliar a presença dos papéis nas carteiras e no mercado.
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As maiores posições são de Raízen, até pelo porte da empresa e o tamanho de sua dívida, bem superiores às do GPA. GPA também já vinha sofrendo com dificuldades financeiras há muito tempo, o que explica as posições menores de fundos em papéis da companhia. Já Raízen era até pouco tempo atrás considerada uma empresa de baixíssimo risco de crédito e muito procurada pelos gestores de fundos de infraestrutura e previdência.
Os fundos com mais debêntures da Raízen na última data disponível são:
Fonte: Elos Ayta Consultoria Empresarial. Dados da última carteira divulgada pelo gestor. Valor das debêntures em reais/mil.
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Já os fundos com mais debêntures do GPA são:
Fonte: Elos Ayta Consultoria Empresarial. Dados da última carteira divulgada pelo gestor. Valor das debêntures em reais/mil.
A expectativa é que esses fundos tenham de atualizar o valor desses papéis às cotações do mercado, que giram em torno de 40% do valor de face no caso de Raízen e 20% no de GPA. Dependendo do peso dessas aplicações na carteira, pode haver um impacto maior nas cotas. Alguns fundos também podem já ter se antecipado, marcando os papéis a valores mais baixos diante das notícias de dificuldades das empresas.
De qualquer maneira, os eventos de GPA e Raízen servem para mostrar os riscos do investimento em crédito privado, que costuma pagar rendimentos maiores que os títulos públicos exatamente por esse risco. A vantagem no caso dos fundos é que esse impacto negativo será diluído em carteiras com diversos papéis, reforçando o benefício da diversificação.
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