Para equipe de estratégia, segundo trimestre de 2026 tem grandes catalisadores
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Em relatório com projeções já de olho no 2º trimestre, o Bradesco BBI ressaltou que as ações da América Latina lideram os ganhos globais no acumulado do ano, mesmo após forte volatilidade no 1º trimestre. Para o período entre abril e junho, a instituição prevê uma mudança de foco: o protagonismo deixa de ser dos fatores globais e passa a se concentrar em catalisadores domésticos, especialmente no Brasil.
Para o mercado doméstico, entre os pontos de atenção ao longo do próximo trimestre, a equipe de estratégia do BBI aponta que a corrida eleitoral no país passará por uma intensificação. Até abril, os ocupantes de cargos púbicos devem renunciar seus postos para concorrer às eleições no final do ano. Ao mesmo tempo, o tão espero início do ciclo de cortes de juros aparece como o grande catalisador.
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Para os estrategistas, o Brasil conseguirá aproveitar melhor que os outros países o próximo trimestre. Fatores como a baixa avaliação, o alto peso em setores cíclicos e a resiliência às tensões geopolíticas, por funcionar como uma economia fechada e com forte dependência do petróleo, posicionam o país como a favorita do banco. Além disso, o ciclo de cortes de juros ainda deve conter a saída de capital local.
A carteira do banco aposta em ativos sensíveis às taxas de juros, como a MRV&Co (MRVE3) e também incluiu, recentemente, as ações da Cyrela (CYRE3), do mercado de capitais e de empresas estatais. A participação no Nubank (BDR: ROXO34) foi expandida, após quedas no mercado.
Os analistas do BBI também reformularam algumas ideias, incluindo novas adições entre as principais escolhas, como Sabesp (SBSP3), Suzano (SUZB3), Arca e Motiva (MOTV3). Os especialistas assinalaram oportunidades de crescimento em Mercado Livre (BDR: MELI34) e Totvs (TOTS3) e destacaram Cury (CURY3), Anima (ANIM3) e Vitru (VTRU3) como ações de valor profundo. Tenda (TEND3) e Walmex (Méximo) ficaram classificadas como portos seguros em meio à volatilidade.
América Latina
O ciclo forte do segundo trimestre também considera as eleições na Colômbia e no Peru e os primeiros 100 dias cruciais do novo líder do Chile, como fortes fatores domésticos que devem impulsionar o mercado de ações da América Latina. Por causa disso, o Chile acabou classificado como o melhor investimento em relação risco/retorno, com uma valorização crescente devido ao “prêmio do Chile”.
Além disso, o México terá dois catalisadores positivos da renovação do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) em julho e da recuperação econômica, ambos concentrados no final do trimestre. A visão é otimista com a Argentina, mesmo com a aceleração das reformas não tendo atraído fluxos de investimentos.
Na América Latina, o Brasil segue como overweight (ou exposição acima da média do mercado); para o BBI, o país é o principal destaque estratégico, beneficiado por valuation baixo, economia fechada e resiliência ao cenário geopolítico dos preços de petróleo.
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