18 de março de 2026

​Ibovespa recua enquanto Nasdaq e S&P caem. O que esperar do mercado? 

Nasdaq e S&P 500 ampliam perdas e reforçam cautela no cenário global.
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Inicio a leitura dos mercados com um cenário mais cauteloso para os ativos de risco. No Brasil, o Ibovespa (IBOV) segue inserido em tendência primária de alta no gráfico diário, mas o movimento corretivo iniciado após a renovação da máxima histórica começa a ganhar consistência.

No exterior, o ambiente também mostra perda de tração: Nasdaq e S&P 500 acumulam novas semanas de queda e operam abaixo das médias móveis. No câmbio, o dólar futuro tenta estender o movimento de recuperação após semanas pressionado, enquanto o Bitcoin apresenta comportamento mais resiliente, oscilando próximo da região dos US$ 70 mil após forte correção recente.

Com vários ativos próximos de regiões técnicas relevantes, os próximos movimentos do mercado tendem a indicar se o cenário atual representa apenas um ajuste dentro da tendência principal ou o início de uma correção mais ampla.

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Análise técnica do Ibovespa

No gráfico diário, observo que o Ibovespa mantém a tendência de alta no horizonte mais amplo, mas o movimento corretivo ganhou continuidade após a renovação da máxima histórica em 192.623 pontos. O índice encerrou a última semana com queda de 0,95%, registrando a terceira semana consecutiva no negativo.

Na última sessão, o IBOV recuou 0,91%, aos 177.653 pontos, com mínima em 177.321 pontos. Apesar da correção recente, o índice ainda acumula valorização de 10,26% em 2026. O IFR (14) em 34,62 permanece em zona neutra, mas já se aproxima de níveis que indicam perda mais acentuada de momentum.

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No curto prazo, acompanho com atenção a região da mínima recente em 177.321 pontos. A perda desse nível pode intensificar o fluxo vendedor e abrir espaço para um teste dos suportes em 177.321/171.815 pontos. Caso essa faixa seja rompida, o movimento corretivo pode ganhar força em direção a 166.467/161.765 pontos, com projeções mais longas em 157.120/153.570 pontos.

Por outro lado, para retomar o movimento de alta, o índice precisará superar inicialmente a região de 185.715/189.602 pontos e, posteriormente, a máxima histórica em 192.623 pontos. Acima desses níveis, os alvos projetados aparecem em 193.270, 196.075 e na região de 199.540/200.000 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

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Análise técnica do Dólar

No gráfico diário, o dólar futuro ainda apresenta tendência predominante de baixa, mas vem ensaiando um movimento de recuperação nas últimas semanas, voltando a negociar acima das médias móveis de curto prazo.

Na última sessão, o contrato avançou 1,38%, encerrando aos 5.354 pontos. O ativo permanece acima das médias de 9 e 21 períodos, enquanto a média de 200 períodos atua como resistência imediata. O IFR (14) em 65,45 segue em zona neutra.

Para retomada da tendência de baixa, será necessário romper o suporte em 5.237,5/5.158,5 pontos. Perdendo essa faixa, os alvos aparecem em 5.121/5.057,5, com projeção mais longa em 4.955 pontos.

Já para continuidade da recuperação, o dólar precisa superar 5.383,5/5.446 pontos. Acima dessa região, os próximos objetivos técnicos ficam em 5.560/5.614, com extensão para 5.669,5/5.783,5 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

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Análise técnica da Nasdaq

A Nasdaq voltou a mostrar fraqueza nas últimas semanas e registrou a terceira semana consecutiva de queda após se aproximar da máxima histórica. O índice rompeu a linha de tendência de alta (LTA) e agora negocia dentro de um canal de baixa, além de permanecer abaixo das médias móveis. Em março, o índice acumula queda de 2,32%, negociando próximo de 24.380 pontos.

Para retomada do movimento de alta, será necessário superar a faixa de 24.786/25.189 pontos e posteriormente 25.382 pontos. Acima desses níveis, os alvos passam por 25.873 e pela máxima histórica em 26.182 pontos.

Por outro lado, para continuidade da pressão vendedora, o índice precisa romper 24.289/24.021 pontos. Abaixo dessa região, os suportes aparecem em 23.698/23.279, com projeções mais baixas em 22.959/22.675 pontos.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

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Análise técnica do S&P 500

O S&P 500 também apresenta enfraquecimento no curto prazo e acumula três semanas consecutivas de queda, operando abaixo das médias móveis. No mês de março, o índice recua 3,59%, cotado próximo de 6.632 pontos.

Para retomar o movimento de alta, o índice precisa superar a faixa de 6.740/6.793/6.882 pontos. Acima desses níveis, os próximos alvos aparecem em 6.945/6.977, com possível teste da máxima histórica em 7.002 pontos.

Para continuidade da correção, será necessário romper o suporte em 6.623/6.521 pontos. Caso perca essa região, os próximos suportes aparecem em 6.443/6.343, com extensão para 6.238/6.147 pontos.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise do Bitcoin

No curto prazo, observo que o Bitcoin segue em movimento lateral após a forte correção recente. O ativo permanece próximo da região psicológica de US$ 70.000, tendo testado recentemente o suporte próximo de US$ 60.000. Em março, até o momento, a criptomoeda acumula alta superior a 5%, e volta a negociar acima das médias móveis, sinalizando melhora marginal do quadro técnico.

Para continuidade da recuperação, o Bitcoin precisa superar US$ 74.050/US$ 79.360. Acima dessa faixa, os alvos projetados aparecem em US$ 84.650, US$ 91.224 e US$ 97.624/US$ 99.692.

Por outro lado, para retomada do movimento de baixa, será necessário perder US$ 65.820 e posteriormente US$ 62.510/US$ 58.946. Caso essa região seja rompida, os suportes seguintes aparecem em US$ 52.550/US$ 49.000, com alvo mais longo na região de US$ 40.280.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

IFR (14) – Ibovespa

O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.

Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

Guias de análise técnica:

O que é uma linha de tendência na análise gráfica?O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de TradeBandas de Bollinger: como usar e interpretar?

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.

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