Com portfólio composto 90% composto pelo Itaú, Itaúsa opera com desconto de 21,2% em relação ao valor de ativos, segundo análise do Goldman Sachs
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A pergunta de toda temporada de resultados (e boa parte do resto do ano) segue: para ampliar exposição ao setor bancário, Itaú (ITUB4) ou Itaúsa (ITSA4)? Para o Goldman Sachs, a resposta está no desconto apresentado pela Itaúsa em relação à sua maior subsidiária: 14,3%, na média móvel estabelecida em dezembro de 2025.
A holding, que tem 90% de sua composição concentrada em ativos do Itaú, negocia também com 21,2% de desconto considerando seu valor líquido de ativos, ligeiramente abaixo da sua média dos últimos 5 anos (22,2%) e de 2023 para cá (22%). A recomendação de compra é baseada nas expectativas positivas para ITUB4, com potencial valorização de investimentos subjacente somado ao desconto em relação ao valor justo.
“Mantemos a recomendação de compra, pois vemos a ITSA4 como uma alternativa para capturar o potencial de valorização do investimento subjacente no Itaú (compra) a uma avaliação com desconto”, apontam os analistas.
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Com ajustes modestos nas estimativas para a companhia para cima, o Goldman projeta preço-alvo em R$ 15 para ITSA4, dos R$ 13,73 anteriores. O novo preço-alvo reflete a métrica para Itaú, em R$ 50, Dexco (DXCO3) em R$ 5,36, e Motiva (MOTV3) em R$ 15,70, além da Alpargatas (ALPA3), que não tem cobertura pelo banco estrangeiro.
“A Itaúsa reiterou que a eliminação de ineficiências fiscais relacionadas a PIS/COFINS pode se traduzir em distribuição de dividendos a partir de suas subsidiárias não financeiras a partir de 2027, as quais já contribuíram com R$ 1,1 bilhão em proventos em 2025”, afirma o relatório.
Além disso, a operação de capitalização da Aegea adicionou R$ 3,2 bilhões de valor ao portfólio e fez com que o desconto da holding subisse para 25%, mas, de acordo com o banco, a gestão afirmou que o nível já está se normalizando para cerca de 22%.
“A administração ressaltou que os recursos oriundos do setor não financeiro chegaram a R$ 1,1 bilhão em 2025, com uma perspectiva saudável para crescimento adicional. Além disso, a partir de janeiro de 2027, a companhia eliminará ineficiências fiscais (R$ 850 milhões em 2025), o que deve cobrir seu calendário de amortização da dívida nos próximos anos”, diz o Goldman.
Com a dívida mais sob controle, abre-se espaço para maior distribuição de recursos, a depender do crescimento de resultados de investimentos não financeiros e outras oportunidades de alocação de capital. A análise destacou também o comentário da holding sobre tendência de despesas administrativas acompanharem a inflação, com leve aumento após permanecerem estáveis em 2025, devido a investimentos contínuos em tecnologia e inteligência artificial.
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