19 de março de 2026

​EUA x Irã: confira o que marcou o 19º dia de guerra no Oriente Médio 

Nesta quarta-feira (18), o foco dos ataques foi a infraestrutura de energia do Irã e dos países do Golfo Pérsico, marcando um novo momento da guerra
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No 19º dia do conflito, o foco dos ataques iranianos foi a infraestrutura de energia no Golfo. O Irã havia alertado que concentraria suas ofensivas nesse tipo de alvo, o que impulsionou a alta dos preços de energia. Horas depois, o país atingiu a maior usina de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, em Ras Laffan, no Catar. Como resposta, o governo catariano expulsou todos os diplomatas iranianos e funcionários da embaixada do país.

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Mais cedo, um campo de gás em Pars, no Irã, também foi alvo de ataques. Este foi o primeiro ataque relatado contra a infraestrutura de energia iraniana no Golfo e teria sido realizado por Israel, com o aval dos Estados Unidos.

Ainda na frente energética, a Arábia Saudita afirmou ter interceptado quatro mísseis que seguiam em direção a Riad e um drone que tinha como alvo instalações de gás no leste do país.

Após Khamenei, Larijani e Soleimani, Israel agora matou o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib. A informação foi confirmada pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.

Quatro ataques israelenses ao centro de Beirute, capital do Líbano, foram registrados nesta quarta-feira (18). De acordo com a mídia local, os bombardeios, lançados durante a noite em uma área densamente povoada e próxima à sede do governo libanês, deixaram ao menos 12 mortos.

Israel também passou a atacar o norte do Irã. Segundo o governo israelense, esta é a primeira vez que a região é alvo desde o início da guerra.

Contradição

Como tem feito todos os dias, Trump recorreu à sua rede social, a Truth Social, para dizer que os Estados Unidos estão “rapidamente tirando” o Irã “de ação”.

Por outro lado, Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, afirmou que o Irã sofreu impactos significativos com os bombardeios dos EUA e de Israel, mas que o governo iraniano permanece “intacto”.

Ameaças

Após o assassinato de três figuras importantes do governo iraniano, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deu carta branca para que as Forças Armadas matem qualquer autoridade sênior do Irã, sem necessidade de aprovação adicional em cada caso.

Autoridades israelenses também informaram que pretendem começar a atacar pontes no sul do Líbano e orientaram a população a deixar a região em direção ao norte do país.

Condenação

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, condenou o assassinato de Ali Larijani, chefe de segurança do país. “Cada gota de sangue derramado tem um preço, e os assassinos criminosos desses mártires em breve terão de pagá-lo”, escreveu Khamenei em mensagem divulgada em seu canal no Telegram.

O presidente Masoud Pezeshkian alertou que ataques à infraestrutura energética do Irã podem levar a consequências “incontroláveis”. “Essas ações agressivas não renderão nada ao inimigo sionista americano e a seus apoiadores. Pelo contrário, tornarão a situação ainda mais complexa”, escreveu no X.

Em entrevista à emissora de TV Al Jazeera, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou acreditar que a repercussão internacional do conflito deve aumentar, sugerindo que mais líderes ocidentais tendem a se posicionar contra a guerra.

Ele acrescentou que a postura do Irã em relação ao desenvolvimento de armas nucleares não deve sofrer mudanças significativas.

Manifestações

Nesta quinta-feira, houve duas manifestações internacionais incomuns sobre a guerra. Primeiro, um representante do Vaticano se dirigiu diretamente a Donald Trump, em gesto raro, e pediu que ele encerre o conflito no Oriente Médio “o mais rápido possível”.

Depois, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, afirmou no Senado que o risco de fragmentação do Irã, em razão da guerra contra Israel e Estados Unidos, preocupa o governo brasileiro, sobretudo pela atuação de milícias armadas sem comando centralizado. O Brasil, até aqui, vem evitando se manifestar de forma contundente sobre o conflito.

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