Com escritório triplicado em Miami e foco em diversificação global, a XP Private quer reduzir o viés doméstico do brasileiro, incentivar alocações externas recorrentes e alinhar o portfólio ao padrão de consumo cada vez mais internacionalizado.
The post XP faz de Miami peça-chave para levar o investidor brasileiro ao exterior appeared first on InfoMoney.
A XP, que tem como meta ser líder de investimento no Brasil até 2033, vê na internacionalização do patrimônio dos investidores brasileiros, uma oportunidade desproporcional de crescimento.
Segundo Cesar Chicayban, CEO da XP Private, embora o Brasil seja um país onde os investidores possuem um viés de investimento doméstico muito elevado, essa tendência está mudando.
Observando a movimentação, a XP triplicou o tamanho do seu escritório em Miami. A região tem recebido grandes empresas e talentos, o que transformou a cidade em um centro cosmopolita e financeiro de relevância global.
“Esta operação é absolutamente nevrálgica para a nossa estratégia global. É a base para apoiarmos nossos clientes na internacionalização do patrimônio”, diz Chicayban.
Para Marcelo Coscarelli, head de private wealth management internacional na XP Private Bank, o novo espaço é uma continuação da capilaridade da XP no Brasil. “Estar próximo do cliente do Brasil, no nosso caso específico, passa a ser um ativo super importante”, diz.
Leia também: XP impulsiona internacionalização e amplia prateleira de fundos globais
Internacionalização das carteiras
Um dos principais guias para o movimento de internacionalização das carteiras é a recomendação de alocação do CIO da casa, Artur Wichmann, que sugere a diversificação com 15% de exposição internacional nos portfólios. E os investidores brasileiros estão caminhando nesta direção.
Está em curso, também, uma mudança significativa na motivação dos brasileiros para investir no exterior. “No passado, a internacionalização estava ligada a um receio de deterioração econômica no Brasil e à desvalorização do câmbio. Agora, o investidor busca internacionalizar o seu portfólio dentro de uma estratégia muito mais consciente de busca por diversificação” , afirmou Chicayban, citando que o Brasil representa apenas cerca de 1% do mercado de capitais global.
Ricardo Saccardo, head comercial da XP Private Bank, afirma que a estratégia de diversificação internacional visa corrigir um “grande descompasso” entre o consumo globalizado do brasileiro e seus investimentos ainda muito focados no mercado doméstico. “A razão é justamente fazer com que a vida do brasileiro seja mais saudável, mais estável, com esse balanço entre um consumo já internacionalizado e o seu portfólio de investimentos e preservação de poder de compra”, diz.
Para o investidor, um dos grandes desafios, segundo os executivos, é a “disciplina na alocação de capital”. Chicayban alertou contra o “câmbio do medo”, onde investidores adiam remessas esperando por um nível de câmbio “emocional”. “Os modelos de mais sucesso que vimos são investidores que mandam um pouco sempre, até chegarem no seu objetivo de alocação”, afirma.
*a jornalista viajou a convite da XP
The post XP faz de Miami peça-chave para levar o investidor brasileiro ao exterior appeared first on InfoMoney.
InfoMoney