Entre os ministros, Dias Toffoli é o pior avaliado pelo público, com 81% de rejeição à sua atuação
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Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira (20) afirma que 60% dos brasileiros declaram não confiar no Supremo Tribunal Federal (STF); 34% afirmam confiar e 4% não souberam ou não quiseram responder. A desconfiança é a mais alta na série histórica observada pelo levantamento.
Em janeiro de 2023, 45% diziam confiar no Supremo, enquanto 44% desconfiavam da Corte. O número de opositores atingiu seu maior patamar anterior em agosto de 2025, quando chegava a 51,3%, quase nove pontos percentuais a menos que o registrado neste mês de março. Foi nesse mesmo ano que a credibilidade do STF passou a sofrer uma queda constante.
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O julgamento havia começado às 11 horas desta sexta-feira, 20, no plenário virtual
Na série histórica, o resultado deste ano representa um aumento de 15 pontos percentuais na desconfiança da população em relação à mais alta instância do Poder Judiciário.
Ao analisar a imagem dos ministros, Dias Toffoli é o mais desgastado. O ministro teve um aumento de 31 pontos percentuais na rejeição desde agosto de 2025 e se tornou o membro da Corte com a pior imagem para 81% dos entrevistados. Quase metade (49,3%) também defende seu impeachment por suspeitas de ligação com o caso do Banco Master.
Neste ano, Toffoli quase foi declarado suspeito no caso envolvendo Vorcaro no Supremo, mas abandonou a relatoria antes que o processo solicitando sua remoção fosse levado adiante pelo Tribunal.
O caso se soma a uma lista de questionamentos sobre a imparcialidade dos ministros em processos emblemáticos para o país, como a relatoria de Alexandre de Moraes sobre os condenados na trama golpista e nos atos de 8 de janeiro — ambos, episódios em que um dos principais alvos era o próprio ministro.
Na lista dos menos benquistos pela população, Gilmar Mendes aparece em segundo lugar (67%), atrás de Toffoli, e Moraes ocupa a terceira posição (59%).
Segundo a pesquisa, 59,5% dos entrevistados avaliam que a maioria dos ministros do STF não demonstra competência e imparcialidade, contra 34,9% que avaliam positivamente. Os cruzamentos demográficos feitos pelo instituto mostram que, entre os eleitores de Lula, há uma piora relevante na avaliação: a percepção positiva da Corte caiu 22,7 pontos percentuais desde 2025, e a negativa subiu 19,2 — um resultado que contrasta com outros levantamentos, nos quais esse eleitorado costuma ver o STF como aliado do governo.
A crise de imagem do Tribunal atingiu de forma generalizada a maior parte dos ministros, que passaram a ter avaliação expressivamente negativa. A exceção é o ministro André Mendonça, atual relator do caso Master, que teve melhora em sua imagem, alcançando saldo positivo de 43%.
Caso Master
Para 66,1% dos entrevistados, há envolvimento direto de ministros do Supremo no caso do Banco Master. A percepção reforça a visão geral de interferência externa na Corte: 76,9% acreditam que há muita influência de políticos, partidos ou grupos nos julgamentos do STF; 13% enxergam algum grau de influência externa; 6,1% afirmam que o processo é conduzido da maneira correta; e 3,9% não souberam opinar.
Para 53% dos ouvidos pelo levantamento, o processo de liquidação do Banco Master não deveria ser julgado pelo Supremo, enquanto 36,9% acreditam que o caso deve permanecer na Corte.
A pesquisa AtlasIntel ouviu 2.090 entrevistados entre os dias 16 e 19 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
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