Nasdaq e S&P 500 ampliam perdas e reforçam cautela global.
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Inicio a leitura dos mercados com um cenário mais cauteloso e com viés de correção mais evidente no curto prazo. No Brasil, o Ibovespa (IBOV) segue dentro de uma tendência primária de alta, mas já acumula uma sequência mais consistente de quedas após renovar a máxima histórica, indicando perda relevante de momentum.
No exterior, o ambiente reforça esse tom mais negativo: Nasdaq e S&P 500 registram a quarta semana consecutiva de baixa e operam abaixo das médias móveis. No câmbio, o dólar futuro permanece lateral, ensaiando recuperação, enquanto o Bitcoin segue consolidando após forte correção, ainda abaixo de níveis importantes.
Com os principais ativos posicionados próximos de suportes relevantes, o mercado entra em um momento decisivo, em que os próximos movimentos podem definir se a correção ganha tração ou se haverá tentativa de retomada da tendência principal.
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Análise técnica do Ibovespa
No gráfico diário, observo que o Ibovespa mantém a estrutura de alta no horizonte mais amplo, mas o movimento corretivo vem se intensificando após a máxima histórica em 192.623 pontos. O índice registrou queda de 0,81% na última semana, acumulando quatro semanas consecutivas no negativo.
Na última sessão, o recuo foi mais expressivo, com baixa de 2,25%, aos 176.219 pontos. Ainda assim, o IBOV acumula alta de 9,37% em 2026. O IFR (14) em 34,10 indica perda significativa de momentum, já se aproximando de níveis mais pressionados.
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No curto prazo, o índice mostra potencial de continuidade da correção. A perda da faixa de suporte em 175.039/171.815 pontos pode intensificar o fluxo vendedor, abrindo espaço para 166.467/161.765, com projeções mais longas em 157.120/153.570 pontos.
Por outro lado, para retomar o movimento de alta, será necessário superar a região de resistência em 179.895/182.800 pontos. Acima disso, os próximos alvos aparecem em 185.715/189.602, com teste da máxima histórica em 192.623 pontos.
Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
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Análise técnica do Dólar
O dólar futuro segue com tendência de baixa, mas vem consolidando em movimento lateral nas últimas semanas, negociando acima das médias de curto prazo.
Na última sessão, avançou 0,97%, aos 5.290,5 pontos. O ativo permanece acima das médias de 9 e 21 períodos, enquanto a média de 200 períodos atua como resistência relevante. O IFR segue em zona neutra.
Para retomada da baixa, será necessário romper o suporte em 5.229/5.158,5 pontos. Abaixo dessa faixa, os alvos estão em 5.121/5.057,5, com extensão para 4.955 pontos.
Para continuidade da recuperação, precisa superar 5.383,5/5.446 pontos. Acima disso, os próximos níveis ficam em 5.560/5.614, com projeção para 5.669,5/5.783,5 pontos.
Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
Confira a análise dos minicontratos:
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Análise técnica da Nasdaq
A Nasdaq reforça o movimento de fraqueza no curto prazo, acumulando quatro semanas consecutivas de queda. O índice voltou a operar abaixo das médias móveis e mantém viés negativo após se afastar da máxima histórica.
Em março, acumula queda de 4,25%, negociando próximo de 23.898 pontos.
Para continuidade da baixa, observo a perda do suporte em 23.698/23.278 pontos. Abaixo disso, os alvos aparecem em 22.959/22.675, com extensão para 22.222/22.040 pontos.
Para retomar a alta, será necessário superar 24.289/24.786 pontos, e posteriormente 25.189/25.382 pontos. Acima disso, os alvos passam por 25.873 e pela máxima histórica em 26.182 pontos.
Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
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Análise técnica do S&P 500
O S&P 500 também segue pressionado, acumulando quatro semanas seguidas de queda e operando abaixo das médias móveis.
No mês, o índice recua 5,41%, cotado próximo de 6.506 pontos.
Para retomada da alta, precisa superar as faixas de 6.623/6.740 e 6.793/6.882 pontos. Acima disso, os alvos estão em 6.945/6.977, com possibilidade de teste da máxima histórica em 7.002 pontos.
Para continuidade da correção, a perda de 6.473/6.443 pontos pode levar o índice a 6.343/6.238, com extensão para 6.147/6.064 pontos.
Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
Análise do Bitcoin
No curto prazo, o Bitcoin segue em consolidação após a forte correção recente. O ativo permanece abaixo da região dos US$ 70.000 e já testou a faixa de suporte próxima de US$ 60.000.
Em março, acumula leve alta superior a 2%, mas ainda negocia abaixo das médias móveis, mantendo o cenário técnico cauteloso.
Para recuperação, precisa superar US$ 76.000/US$ 79.360. Acima disso, os alvos aparecem em US$ 84.650, US$ 91.224 e US$ 97.624/US$ 99.692.
Para retomada da baixa, será necessário romper US$ 65.820 e US$ 62.510/US$ 58.946. Abaixo dessa faixa, os suportes aparecem em US$ 52.550/US$ 49.000, com alvo mais longo na região de US$ 40.280.
Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
IFR (14) – Ibovespa
O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.
Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:
Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz
(Rodrigo Paz é analista técnico)
Guias de análise técnica:
O que é uma linha de tendência na análise gráfica?O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de TradeBandas de Bollinger: como usar e interpretar?
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.
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