25 de março de 2026

​Como um homem que trabalhava com um alto-falante criou um grupo que fatura R$1 bilhão 

Nelson Sirotsky relembra como o negócio criado pelo pai virou um dos maiores grupos de mídia do país
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Antes de televisão, rádio ou plataformas digitais, a história da RBS começou com um microfone, um alto-falante e em uma praça no interior do Rio Grande do Sul. Foi assim, que Maurício Sirotsky deu os primeiros passos do grupo, que anos depois, se tornaria um dos maiores conglomerados de mídia regional do Brasil.

Ali também nasceu a vocação de uma família inteira para a comunicação. Em entrevista ao Do Zero ao Topo, Nelson Sirotsky, filho do fundador da RBS, resgata esse início que, segundo ele, define até hoje o DNA da empresa.

“Meu pai não gostava de ir para o armazém do meu avô. Ele gostava de ir para a praça de Passo Fundo trabalhar num serviço de alto-falantes. Com 14 anos de idade ele pegava o microfone e transmitia recados comerciais na praça da cidade”, relembra Nelson, hoje  publisher e presidente do Conselho de Gestão do Grupo RBS.

Com mais de 50 anos dedicados à comunicação, Neslon liderou a transformação da companhia, que hoje fatura, por ano, cerca de R$ 1 bilhão e virou um verdadeiro ecossistema empresarial e de jornalismo com a integração de TV, rádio, jornais e plataformas online

“Celebramos o ano de 1957 como o início do empreendedorismo de Maurício Sirotsky Sobrinho na área de comunicação através da participação societária na Rádio Gaúcha”, afirma o publisher.

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O comunicador virou empresário

A virada aconteceu quando o pai de Nelson deixou de ser apenas locutor para se tornar sócio de uma emissora. Esse movimento deu origem ao que viria a se tornar a RBS uma empresa que cresceu apoiada em uma lógica de expansão e diversificação de mídia.

“Ele foi chamado pelo dono da Rádio Gaúcha para ser sócio. A partir daquele momento ele passou a ser empresário também.”

Décadas depois, a companhia se consolidou como um dos principais grupos regionais do país. Com governança estruturada e baixo endividamento, a empresa agora mira o futuro.

“A empresa terminou o ano passado com uma receita em torno de 1 bilhão de reais. Nós estamos criando novos conteúdos, novas iniciativas e novas relações com as pessoas. A gente sempre trabalhou com esse conceito multimídia, levando conteúdo por diferentes canais.”, conclui Nelson.

Se a expansão para rádio, TV e outras plataformas garantiu escala, foi a aposta no conteúdo local que consolidou a relevância da RBS. Desde o início da televisão, a empresa optou por um caminho que fugia do padrão puramente nacional.

Para Nelson, esse foi um dos pilares estratégicos do grupo e também um dos fatores que ajudaram a moldar o modelo de comunicação no Brasil.

“Precisava ter conteúdo nacional de grande relevância, mas não poderíamos abrir mão do conteúdo local. O conteúdo local como um elemento de integração, como um elemento de conexão com o nosso público”, revela.

A decisão de investir em produção regional, segundo o publisher, se tornou uma questão não apenas editorial, mas também de negócio. Para o executivo, esse modelo segue atual e ainda é uma vantagem competitiva no cenário digital.

“Cada estado ou cada região do nosso país tem uma personalidade própria, tem uma cultura própria. Nós temos 12 centros micro regionais de cobertura do estado do Rio Grande do Sul. O nosso maior ativo é essa relação com o público, independente de onde ele esteja.”

Para saber mais detalhes sobre a trajetória do Grupo RBS, veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer,  Spreaker,  Castbox  e  Amazon Music.

Sobre o Do Zero ao Topo

O podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.

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