25 de março de 2026

​CEO do Grupo Fictor é alvo de operação contra fraudes de R$ 500 milhões na Caixa 

CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, e ex-sócio Luiz Phillippe Gomes Rubini estão entre os investigados; empresários construíram conglomerado multissetorial que ganhou projeção recente
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O empresário Rafael Góis, CEO e fundador do Grupo Fictor, e o ex-sócio Luiz Phillippe Gomes Rubini estão entre os alvos da operação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira para investigar um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, com prejuízos estimados em mais de R$ 500 milhões. A investigação apura suspeitas de crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo a PF, o grupo investigado teria atuado por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e do uso de empresas para movimentar e ocultar recursos ilícitos. Foram autorizadas quebras de sigilo bancário e fiscal, além do bloqueio de cerca de R$ 47 milhões em bens, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros.

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Rafael Góis é o principal nome à frente do Grupo Fictor, holding fundada em 2007 e que reúne empresas nos setores de alimentos, mercado financeiro, infraestrutura, energia, agronegócio e imobiliário.

Com mais de duas décadas de atuação, Góis iniciou a carreira no mercado financeiro ainda na adolescência, em uma empresa familiar de crédito. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Candido Mendes, construiu sua trajetória liderando a expansão da Fictor a partir de uma startup de tecnologia voltada para soluções de logística e gestão empresarial.

A partir de 2013, o grupo passou a investir em private equity e iniciou um processo de diversificação que se intensificou nos anos seguintes, com entrada no agronegócio em 2018 e aquisições de empresas em diferentes setores. Esse movimento culminou na formação de um conglomerado com cerca de dez empresas e presença no exterior, com escritórios em Miami e Lisboa, além da sede em São Paulo.

Luiz Phillippe Gomes Rubini, que deixou a sociedade no fim de 2024, teve papel relevante na expansão do grupo, sendo apontado como responsável pela prospecção de negócios e articulação institucional. Com trajetória ligada ao mercado financeiro da Faria Lima, Rubini integrou a fase de crescimento acelerado da Fictor, período em que os sócios acumularam riqueza e ampliaram sua atuação empresarial.

Entre as estratégias adotadas pelo grupo esteve a tentativa de acesso mais rápido ao mercado de capitais por meio de um “IPO reverso”, com a aquisição do controle de uma empresa já listada em Bolsa.

Nos últimos meses, no entanto, a Fictor passou a enfrentar dificuldades financeiras e reputacionais. No fim de 2025, o grupo ganhou destaque ao tentar adquirir o Banco Master, às vésperas da liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central. A operação não foi concluída e, segundo a empresa, desencadeou uma crise de imagem que afetou sua liquidez.

Em fevereiro deste ano, o grupo entrou com pedido de recuperação judicial, alegando dívidas de cerca de R$ 4 bilhões. A medida teve como objetivo reorganizar as operações da holding e de sua unidade de investimentos, preservando as demais empresas do conglomerado.

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