25 de março de 2026

​Manter um seguro de vida após a aposentadoria ainda faz sentido? 

Especialista afirma que aposentadoria não elimina a necessidade de proteção e que o seguro pode seguir relevante para garantir suporte financeiro à família em caso de imprevistos
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A chegada da aposentadoria costuma trazer mudanças no planejamento financeiro — e, com isso, surgem dúvidas sobre quais proteções ainda são necessárias manter. Entre elas, está o seguro de vida.

Essa é a questão levantada pelo leitor do InfoMoney, Moises M.: “Boa tarde. Me aposentei em 2020 e sempre mantive meu seguro de vida. Na falta do titular, o valor vai para a esposa e, na ausência dela, para nosso filho. Devo permanecer com o seguro de vida?”

Segundo Rodrigo Cunha, gerente de Produtos e Inteligência de Mercado da MAG Seguros, a dúvida é comum — mas a resposta passa por entender que a necessidade de proteção não desaparece com a aposentadoria.

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“A aposentadoria marca uma mudança importante na vida financeira, mas isso não significa que a necessidade de proteção diminua. Em muitos casos, ela continua sendo relevante”, afirma.

De acordo com o especialista, o principal papel do seguro de vida é garantir amparo financeiro para quem depende do segurado. No caso de Moises M., que já definiu beneficiários — esposa e filho —, a apólice (contrato de seguro) segue cumprindo uma função clara.

“O seguro continua sendo um instrumento importante de proteção. A indenização pode ajudar a família a manter o padrão de vida, lidar com despesas imediatas ou reorganizar o planejamento financeiro em um momento delicado”, explica.

Cunha destaca ainda que o seguro de vida atual vai além da cobertura por morte. Muitos produtos incluem proteções que podem ser utilizadas em vida, como em casos de doenças graves, invalidez ou internação hospitalar, dependendo das condições contratadas.

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“Essas coberturas trazem mais tranquilidade, especialmente em fases da vida em que as questões de saúde passam a ter maior peso no planejamento financeiro”, diz.

Antes de decidir cancelar ou manter o seguro, Cunha recomenda avaliar alguns pontos: o grau de dependência financeira da família, o patrimônio acumulado, a renda na aposentadoria e as coberturas previstas na apólice.

Em vez de encerrar o contrato, uma alternativa pode ser ajustar o seguro à nova realidade.

“Em muitos casos, é possível adequar o capital segurado ou as coberturas, deixando o plano mais alinhado ao momento de vida e ao orçamento”, afirma.

A orientação final é buscar apoio profissional para revisar a apólice e garantir que ela continue compatível com o planejamento financeiro e familiar após a aposentadoria.

Tem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!

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