27 de março de 2026

​Banco Master já havia recebido R$ 4,3 bi do FGC antes de colapso, diz TV 

Assistência buscou evitar impacto sistêmico, mas não conteve colapso que levou à maior ação da história do fundo
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Meses antes da liquidação do Banco Master, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já havia mobilizado recursos bilionários para tentar conter a deterioração financeira do grupo. A apuração é da CNN Money.

Documentos obtidos pela emissora mostram que foram destinados R$ 4,3 bilhões entre maio e outubro de 2025 em operações de assistência.

A atuação do fundo tinha um objetivo de reduzir perdas potenciais em caso de quebra e permitir uma saída organizada da instituição do mercado. Os recursos foram direcionados à quitação de instrumentos que, em uma liquidação, acionariam diretamente a garantia do FGC, limitada a R$ 250 mil por investidor.

Apesar do volume expressivo, a ajuda não foi acompanhada por uma recomposição relevante de recursos pelo próprio conglomerado. No período, o grupo captou apenas R$ 90,2 milhões, o que evidencia a dificuldade de reverter o quadro de liquidez.

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Mourão era suspeito de coordenar um grupo que coletava informações sobre desafetos de Vorcaro e pessoas que contrariavam os interesses do Banco Master.

A crise se agravou ao longo dos meses seguintes, mesmo com tentativas adicionais de reestruturação. Segundo a apuração da CNN, o Banco Master chegou a apresentar um plano ao Banco Central em setembro, que incluía venda de ativos, entrada de investidores estrangeiros, acordo com o BRB e reorganização operacional. Também previa a continuidade do suporte do FGC até 2026.

O fundo chegou a sinalizar a possibilidade de ampliar a assistência, condicionando o apoio a um plano viável de saída. A linha foi estendida à Will Financeira, uma das empresas do grupo, mas as medidas não foram suficientes para estabilizar a situação.

No momento da intervenção, o cenário já era considerado crítico. Em novembro de 2025, o Banco Master tinha apenas R$ 4,8 milhões em caixa em títulos públicos, diante de obrigações imediatas de R$ 48,6 milhões em CDBs.

Diante desse desequilíbrio, segundo a apuração, o Banco Central optou pela liquidação extrajudicial como forma de evitar riscos maiores ao sistema financeiro. A avaliação da área técnica indicou que, apesar do fracasso das soluções de mercado, as medidas adotadas ajudaram a reduzir o custo potencial da crise.

A exposição do FGC, que poderia chegar a R$ 51 bilhões, foi reduzida para cerca de R$ 40 bilhões. Ainda assim, o caso se tornou o maior evento da história do fundo. Desde o fim de 2025, nove instituições ligadas ao empresário Daniel Vorcaro foram liquidadas, o que obrigará o FGC a desembolsar mais de R$ 51 bilhões para cobrir credores.

A condução do processo foi analisada pelo Tribunal de Contas da União. A unidade técnica responsável concluiu que a liquidação foi adequada, tanto do ponto de vista legal quanto operacional, diante do agravamento da crise de liquidez.

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