Banco testa seis cenários hipotéticos e calcula ganhos com dividendos hipotéticos
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O JPMorgan analisou cenários hipotéticos em que a Cyrela (CYRE3) realiza a venda total ou parcial de seus investimentos listados em bolsa. As companhias incluem ações da Cury (CURY3), Lavvi (LAVV3) e Plano & Plano (PLPL3).
Com o desinvestimento total de todas as empresas, o banco calcula que a Cyrela conseguiria destravar dividendos extraordinários de até R$ 1,88 bilhão. O valor estaria ligado a ganhos líquidos não recorrentes. De maneira geral, o número destravado também se aproxima da própria estimativa de lucro líquido de R$ 1,96 bilhão esperado para o ano de 2026.
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Ao final da operação, entretanto, os analistas notaram que o valor justo remanescente da Cyrela compensaria a maior parte desses dividendos extraordinários. O retorno final ao acionista seria de 1% em relação ao valor atual de mercado.
Durante 2025, CURY3, PLPL3 e LAVV3 adicionaram R$ 395 milhões ao lucro líquido da Cyrela. O montante representou 20% do resultado reportado, sendo R$ 170 milhões da Cury, R$ 102 milhões da Lavvi e R$ 123 milhões da Plano & Plano.
Cenários hipotéticos
Ao todo, seis cenários foram analisados. O maior retorno, de cerca de 14%, viria da venda de toda a participação de aproximadamente 15% na Cury.
O cálculo, de acordo com o relatório, mostra uma queda para mais ou menos 16% do retorno sobre o patrimônio (ROE). Sem vendas ou apenas vendendo papeis da Cury, o valor chegaria a cerca de 18-19%. De acordo com o JP, os maiores ganhos relativos com a venda da CURY3 refletem seu forte desempenho desde o IPO.
Os cenários também levaram em consideração algumas premissas, como a tributação de 15% sobre o lucro com as vendas. Todas as simulações consideraram que a Cyrela conseguiria cancelar acordos de acionistas sem penalidades. O acordo atual com as companhias estabelece, ainda, que a Cyrela deve manter 14% em Cury, 14% em Plano & Plano e 15% em Lavvi.
Avaliação
O JPMorgan classifica a Cyrela como compra, levando em consideração o potencial de valorização até o preço-alvo de dezembro de 2026, de cerca de 20%. A expectativa dos analistas é de que a companhia continue se beneficiando da diversificação de negócios, atuando tanto nos segmentos de média e alta renda quanto no de baixa renda.
A empresa também deve se beneficiar da expansão de suas subsidiárias Lavvi (média/alta renda), Plano & Plano (média/baixa renda) e Cury (baixa renda), que abriram capital em 2020.
Adicionalmente, como nos cenários observados, a Cyrela pode vender ações das empresas, gerando ganhos extraordinários. Como realizado no 3T25, quando reportou lucros de aproximadamente R$210 milhões com a venda de ações da Cury.
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