Reforma tributária pode diminuir desconto a partir de 2027 e Itaúsa pode servir de canal para acessar dividendos do Itaú
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O banco Goldman Sachs iniciou a cobertura da Itaúsa (ITSA4) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 16,90 para os ativos, ou potencial de alta (upside) de 21% frente o fechamento de terça. A companhia acumula alta de 25% no acumulado do ano, acima dos 21% do Ibovespa e dos 16% do Itaú Unibanco (ITUB4), com o desconto em relação ao seu valor patrimonial líquido (NAV) reduzindo para 19,1% (-320 pontos-base no ano).
Com as mudanças previstas na reforma tributária, os analistas esperam que o desconto sobre o NAV diminua. De acordo com a estimativa do banco, esse desconto pode se comprimir com as mudanças previstas sobre o PIS/Cofins, eliminando gradualmente a ineficiência tributária a partir de 2027.
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Os cálculos avaliam que a mudança poderia implicar em uma redução de até 7 pontos percentuais no desconto. Os analistas também esperam que a mudança melhore significativamente a equivalência econômica entre investir diretamente em Itaú (ITUB4) e investir por meio da Itaúsa.
A premissa de desconto justo do Goldman estabelece um valor de 15%, ante aos 22%, refletindo a mudança no PIS/Cofins na distribuição de dividendos. Conforme o banco, o desconto residual provavelmente reflete fatores estruturais típicos de uma holding. Por exemplo, a diferença de liquidez e a alocação de capital.
O risco regulatório e de execução da reforma tributária é apontado pelo banco como a principal preocupação no curto prazo. A premissa do banco está baseada na eliminação bem-sucedida da perda tributária via PIS/Cofins. De acordo com os analistas, qualquer atraso, diluição ou reversão da reforma, pode manter o desconto mais elevado.
Em março, o Bradesco BBI retomou a cobertura da Itaúsa já com recomendação de compra e expectativas de valorização de 15%.
Itaúsa como canal para o fluxo de dividendos
Para o Goldman Sachs, a Itaúsa pode funcionar como um veículo com desconto para os investidores que buscam obter exposição ao fluxo de dividendos do Itaú Unibanco. Segundo cálculos do banco, dado o cenário atual favorável do Itaú, a companhia deverá passar por mais um ano com retornos elevados ao acionistas. Esse movimento reflete, em especial, a alta rentabilidade em relação ao consumo de capital.
Em 2025, o banco distribuiu R$ 36 bilhões em retornos totais aos acionistas (dividendos, JCP (Juros sobre Capital Próprio), recompras e bonificações em ações). Para 2026, a projeção avalia um payout de 71% no Itaú, equivalente novamente a cerca de R$36 bilhões em dividendos e JCP.
“Na nossa visão, a Itaúsa é o veículo mais atrativo para capturar esse fluxo de dividendos”, explicam os analistas da casa. Considerando o desconto atual da holding de 19,1%, o banco estima que, enquanto um investimento direto em ITUB4 renderia aproximadamente 7,3% de dividend yield em 2026, o rendimento efetivo em ITSA4 seria em torno de 8,5%.
Conforme a administração, a política de dividendos da Itaúsa é estruturada para repassar integralmente todos os dividendos e JCP recebidos do Itaú aos seus próprios acionistas. Segundo os analistas, esse modelo garante que o fluxo de dividendos do Itaú chegue aos acionistas da Itaúsa com perda mínima.
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