Desempenho na Nations League virou “rede de segurança” e levou a seleção sueca à Copa de 2026 após um fracasso histórico nas Eliminatórias europeias
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A Suécia será uma das seleções presentes na Copa do Mundo de 2026 – e a classificação veio de uma forma pouco comum. A equipe terminou na última posição do seu grupo nas Eliminatórias Europeias, sem conseguir vencer e com apenas dois pontos somados, mas, mesmo assim, encontrou um caminho alternativo para chegar ao Mundial.
A vaga foi conquistada graças a uma “rede de segurança” criada pela Uefa: o desempenho na Nations League. Como foi a primeira colocada de seu grupo na Liga C do torneio, a seleção sueca garantiu o direito de disputar a repescagem, mesmo após o fracasso nas eliminatórias tradicionais.
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O caminho improvável até a Copa
O regulamento da Uefa prevê que algumas vagas da repescagem sejam destinadas às melhores seleções da Nations League que não tenham conseguido classificação direta. Foi exatamente nesse critério que a Suécia se encaixou.
Mesmo com a campanha ruim nas Eliminatórias, o título do grupo na Nations League colocou a equipe entre as seleções elegíveis para os playoffs. A partir daí, começou uma verdadeira virada de roteiro.
Na semifinal da repescagem, a Suécia venceu a Ucrânia por 3 a 1, fora de casa, com destaque para Viktor Gyökeres, que marcou os três gols da partida.
Na decisão, em Solna, os suecos bateram a Polônia por 3 a 2 em um jogo dramático. Gyökeres voltou a ser decisivo ao marcar o gol da vitória aos 43 minutos do segundo tempo, garantindo a vaga de seu país no Mundial.
Herói improvável e nova geração
O atacante do Arsenal se transformou no grande nome da classificação sueca à Copa. Ao todo, foram quatro gols nas duas partidas decisivas da repescagem, desempenho que colocou o jogador como protagonista da nova fase da seleção.
Além dele, a Suécia aposta em uma geração renovada, que inclui nomes como o atacante Alexander Isak, para tentar retomar o protagonismo internacional após anos de irregularidade.
A classificação também marca um momento de reconstrução para a equipe, que passou a ser comandada por Graham Potter em outubro de 2025. O treinador assumiu após uma sequência de resultados ruins e conseguiu reorganizar o time a tempo de aproveitar a chance na repescagem. Sem a presença de Zlatan Ibrahimovic, maior artilheiro da história da seleção, já aposentado, a Suécia adotou um estilo mais coletivo e dinâmico.
Apesar do caminho turbulento, com a classificação ao Mundial, a Suécia mantém sua tradição em Copas do Mundo. A seleção disputará sua 13ª edição do torneio, com campanhas mais relevantes em 1958, quando foi vice-campeã, e em 1950 e 1994, quando terminou na terceira colocação.
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