Presidente diz que reportagens sobre operação para salvar pilotos abatidos “colocaram a missão em grande risco”
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou prender jornalistas que publicaram detalhes de uma ousada operação militar para resgatar dois aviadores cujo avião foi abatido sobre o Irã, acusando a imprensa de ter colocado a missão em risco.
Trump convocou uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira para revelar novos detalhes do que chamou de esforço “histórico”, em um dos momentos mais delicados para os EUA no conflito que já dura um mês. As declarações, porém, também serviram como mais um capítulo de embate com a mídia pela forma como seu governo vem sendo retratado.
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Sem citar veículos específicos, Trump afirmou que reportagens que informaram que apenas um dos dois pilotos havia sido resgatado inicialmente teriam comprometido a tentativa de salvar o segundo aviador, ao “avisar” os iranianos sobre a operação.
“Precisamos encontrar quem vazou isso, porque é uma pessoa doente”, disse Trump a jornalistas. “O autor da matéria vai para a cadeia se não revelar [a fonte]. E acho que todo mundo entende que eles colocaram essa missão em grande risco.”
Trump descreveu em detalhes a missão de busca e resgate feita no fim de semana, dizendo que foram usados 21 aviões para resgatar um dos pilotos e cerca de 155 aeronaves para buscar o outro. Segundo ele, militares americanos montaram uma operação complexa de despiste para retirar o segundo aviador, que estava isolado em uma área remota dentro do território iraniano.
“Em uma demonstração de habilidade e precisão, letalidade e força de tirar o fôlego, as Forças Armadas dos Estados Unidos desceram sobre a área — a área real —, enfrentaram o inimigo, resgataram o oficial, destruíram todas as ameaças e deixaram o território iraniano sem sofrer qualquer baixa”, afirmou. “As tripulações e combatentes a bordo dessas aeronaves correram riscos extraordinários para resgatar seus companheiros.”
Segundo Trump, o sucesso da missão dependia de “subterfúgios”, com aeronaves sobrevoando sete pontos diferentes para confundir as forças iranianas sobre o local exato das buscas.
O presidente já havia antecipado parte dos detalhes em publicações nas redes sociais no domingo, ao relatar que o primeiro piloto, de um caça F-15E Strike Eagle, foi resgatado em plena luz do dia, em uma operação de sete horas sobre o Irã.
Depois disso, Estados Unidos e Irã teriam travado uma corrida para encontrar o segundo militar, um oficial de sistemas de armas que se escondeu “nas traiçoeiras montanhas do Irã”, escreveu Trump na rede Truth Social. Ele afirmou que o aviador estava sendo “caçado” por inimigos que “se aproximavam mais e mais a cada hora”.
Trump disse que o militar conseguiu escapar por quase 48 horas. Segundo o presidente, parte das aeronaves usadas na operação foi destruída pelos próprios americanos, depois de ficar presa na areia durante a missão — uma forma de evitar que equipamentos sensíveis caíssem nas mãos do Irã.
“Nós explodimos esses aviões em pedacinhos porque havia equipamentos ali que, francamente, gostaríamos de recolher, mas não achei que valia a pena ficar mais quatro horas fazendo isso”, afirmou. “Não queremos que ninguém tenha acesso ao nosso melhor equipamento, ao melhor equipamento do mundo.”
De acordo com Trump, o aviador acabou sendo resgatado por um helicóptero.
A operação ocorreu após a queda de uma aeronave militar americana e se estendeu por dois dias, envolvendo centenas de integrantes de forças especiais. Aviões dos EUA lançaram bombas e atacaram comboios iranianos para mantê-los longe da área em que o piloto se escondia, segundo reportagem anterior do New York Times.
Ainda de acordo com o jornal, os EUA também conseguiram resgatar com segurança o piloto de um A-10 Warthog que caiu perto do Estreito de Ormuz na sexta-feira, aproximadamente no mesmo momento em que o F-15E foi abatido.
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