9 de abril de 2026

​Vivara e ouro em alta: analistas apontam resiliência, mas reduzem preço-alvo da ação 

Preços mais altos pressionam margens da companhia, mas mercado ainda aposta em meios de mitigar efeitos negativos
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As fortes altas nos preços do outo e da prata têm pressionado a performance da Vivara (VIVA3). Impulsionados por tensões geopolíticas, como o conflito no Oriente Médio, os preços dos metais preciosos acumulam alta de cerca de 130% no preço da prata e de 50% no do ouro nos últimos 12 meses.

De maneira geral, o mercado já assumiu uma compressão de margem bruta em 2026 para a companhia. Apesar da pressão, os analistas acreditam que a Vivara tem o que é preciso para lidar com o crescimento dos preços.

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Para a XP Investimentos, alavancas operacionais adicionais devem contribuir para mitigar a pressão de custos e oferecer algum colchão de margem em cenários mais otimistas. De acordo com a casa, as principais ferramentas de mitigação da Vivara são a estratégia de preços e a otimização de peso dos produtos.

Desde o início de 2026, a empresa já iniciou reajustes de preços e tem testado a elasticidade da demanda. Conforme a própria administração, a estratégia tem sido aplicada de forma seletiva, evitando reajustes generalizados que poderiam comprometer os volumes, por exemplo. Para os analistas do Itaú BBA, os sinais iniciais têm sido encorajadores, especialmente na categoria de ouro.

Com este cenário posto, o BBA manteve a recomendação de compra para a VIVA3, mas reduziu o preço-alvo de R$ 39,0 para R$ 36,0 ao final de 2026. A XP seguiu a mesma linha, mantendo a recomendação e diminuindo o preço alvo de R$ 41,0 para R$ 38,0. Para a casa, a Vivara segue como principal recomendação do setor.

Alavancas de mitigação

Outra alavanca da Vivara está na fábrica própria. De acordo com os analistas do BBA, essa estrutura permite maior agilidade no desenvolvimento de produtos, ajustes de design, redução de peso das peças e eventual internalização da produção quando a demanda se mostra consistente.

Segundo a XP, a otimização do peso dos produtos pode funcionar como uma ferramenta eficiente para a companhia denstro deste cenário pressionado. O uso de ligas alternativas, como a estratégia utilizada pela Pandora e a criação e uma liga proprietária, por exemplo, podem oferecer uma solução estrutural para a companhia.

Ainda que o uso de um metal-base de menor valor possa provocar questionamentos de posicionamento, os analistas acreditam que o uso de um banho mais premium possa ajudar a preservar a percepção do consumidor.

Para as companhias industriais e de joias, a XP destaca que o aumento da demanda industrial deve mais do que compensar iniciativas de redução de consumo.

O que esperar de 2026?

De maneira geral, a leitura estrutural segue construtiva. No curto prazo, os analistas esperam resultados bons, com crescimento de receita e destaque positivo para a margem bruta. Por outro lado, segundo o BBA, a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) tende a sofrer com maiores despesas de marketing e recomposição do quadro de vendedores.

Para o banco, esse ano será decisivo para a geração e caixa da companhia que tem sido um ponto fraco da Vivara. A estimativas dos analistas preveem uma normalização de estoques, com redução relevante do capital empatado em mercadorias. Essa dinâmica deve destravar a conversão de resultados em caixa, conforme o banco.

Pelas estimativas atuais do BBA, a companhia pode gerar cerca de R$ 340 milhões de fluxo de caixa livre (FCF), o que representa um rendimento próximo de 6% sobre o valor de mercado da empresa.

O principal fator de risco para o crescimento permanece concentrado na bandeira Life. O segmento é mais sensível ao preço da prata e, por isso, também reage à resposta do consumidor aos reajustes recentes. A expectativa do BBA é de desaceleração desse indicador ao longo do ano.

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