9 de abril de 2026

​Petrobras: JPMorgan reforça compra e vê queda recente das ações como oportunidade 

Banco elevou preço-alvo para os ADRs, assim como o Citi, este último mantendo recomendação neutra para as ações
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O JPMorgan reafirmou sua visão positiva para a Petrobras (PETR3;PETR4), tendo recomendação equivalente à compra (overweight, ou exposição acima da média) para as ações, ao destacar que a forte geração de caixa da companhia passou a funcionar como um importante suporte para o valor das ações, mesmo diante da volatilidade recente no mercado de petróleo.

Os analistas afirmaram que as preocupações com fluxo de caixa deixaram de ser um risco relevante, com os preços do Brent permanecendo bem acima do ponto de equilíbrio da empresa.

Na visão do banco, o cenário geopolítico recente levou a uma revisão significativa das premissas para o petróleo. O JPMorgan passou a trabalhar com um preço médio do Brent de US$ 85 por barril em 2026 e US$ 75 em 2027, refletindo a expectativa de normalização gradual das rotas de transporte marítimo e a manutenção de um prêmio de risco no mercado internacional. Mesmo considerando maiores impostos sobre exportação e margens mais pressionadas no segmento de refino, o banco elevou sua projeção de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da Petrobras para US$ 55,1 bilhões em 2026, acima da estimativa anterior de US$ 42,5 bilhões.

Com a revisão do cenário, o JPMorgan também aumentou o preço-alvo da Petrobras para US$ 24 por ADR (recibo de ações negociado na Bolsa de Nova York), ante US$ 16,5 anteriormente.

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Na visão dos analistas, para o banco, a recente fraqueza das ações abre um ponto de entrada atrativo em uma companhia que permanece bem posicionada para capturar retornos elevados em um ambiente de petróleo mais sustentado e possível retomada do ciclo de corte de juros no Brasil. Na véspera, com a baixa do petróleo na sessão, os papéis PN caíram cerca de 4%, mas já avançavam mais de 2% na quinta-feira.

O relatório destaca que, aos preços atuais, a Petrobras negocia a cerca de 3,3 vezes o EV (valor da empresa)/Ebitda estimado para 2026, com rendimento de fluxo de caixa livre de 11,3% e dividend yield (dividendo sobre o preço da ação) em torno de 9% no biênio 2026–2027, considerando um Brent a US$ 75 por barril. Esses indicadores reforçam a atratividade do papel mesmo em um cenário mais conservador para a commodity, na visão do banco.

Entre os riscos, há uma eventual venda de combustíveis no mercado doméstico abaixo da paridade internacional, aumento de investimentos acima do esperado e um ritmo mais lento na entrada de novas plataformas de produção. Ainda assim, avalia que a governança da companhia melhorou, com regras mais claras para política de preços, investimentos e remuneração aos acionistas, o que ajuda a mitigar incertezas de médio prazo.

Já o Citi elevou o preço-alvo, mas manteve recomendação neutra para os papéis.

O banco revisou seu modelo para a Petrobras após os resultados do 4T25 e para refletir as novas estimativas macroeconômicas e de preços mais altos do petróleo, conforme a equipe de commodities do Citi. Os preços-alvo foram de US$ 15 para US$ 19,5/ADR e de R$ 37,00 para R$ 49,00 por papel PETR4, refletindo principalmente os preços mais altos do petróleo no curto prazo.

“Nesse cenário, esperamos que a Petrobras se beneficie dos preços mais altos do petróleo, mas de forma limitada, já que sua exposição aos aumentos de preço do petróleo deve se limitar ao seu volume de exportação (aproximadamente 900 mil de barris por dia de uma produção de aproximadamente 2,5 milhões de barris por dia), devido ao subsídio ao diesel. Além disso, esperamos preços estáveis ​​para o diesel e a gasolina”, apontam os analistas do Citi.

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