11 de abril de 2026

​Mercado já olha para o Ibovespa além dos 200 mil pontos em 2026; veja projeções 

Analistas destacam condições para o benchmark da Bolsa alçar novas máximas históricas
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O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira (10), renovando máximas e fechando acima dos 197 mil pontos pela primeira vez, com agentes financeiros na expectativa de negociações de paz entre Estados Unidos e Irã previstas para este fim de semana.

Com isso, muitas projeções de um índice por volta dos 200 mil pontos apenas no fim do ano foram concretizadas já no início do segundo trimestre deste ano.

Um exemplo é o JPMorgan, que tinha como cenário-base no fim do ano passado o Ibovespa a 190 mil pontos. Agora, para atingir o cenário otimista do banco, a 230 mil pontos, as estrategistas da instituição destacam ser preciso que o Brasil mude de uma estratégia impulsionada pelo momento para uma história de crescimento estrutural mais sustentável.

“Isso, por sua vez, provavelmente exigiria mudanças nas políticas: uma postura fiscal mais crível criaria espaço para uma política monetária mais flexível e — crucialmente — ajudaria a comprimir os rendimentos em toda a curva. Se essas condições se concretizarem, o Brasil poderá ter um desempenho significativamente superior”, avaliam.

Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, por sua vez, vê que o fim do conflito Irã-EUA poderia acrescentar cerca de 35 mil pontos ao índice, “caso o câmbio favoreça, com dólar em patamar mais baixo. E caso os juros venham a cair mesmo, quem sabe em ritmo maior”.

Ele cita também a possibilidade de acomodação do petróleo em patamar mais baixo, por volta dos US$ 70 por barril que prevaleciam antes do conflito, o que reduziria a pressão sobre as expectativas de inflação resultante do aumento dos custos de energia em todo o mundo.

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Cabe destacar que, mesmo antes de um cenário vislumbrando o fim do conflito, algumas casas já haviam reforçado otimismo com o índice, isso entre o fim de março e início de abril. O Safra elevou a projeção para o Ibovespa para 220 mil pontos no fim deste ano, enquanto o BB Investimentos seguiu com preço-alvo de 205 mil pontos para o índice.

O Safra mudou sua projeção no fim de março, destacando que o índice negocia a múltiplos inferiores aos de sua média histórica e também abaixo de mercados emergentes e pares latino-americanos. “Esse desconto não parece compatível com o potencial de crescimento de lucros embutido nas estimativas atuais, segundo os especialistas do banco”, avaliou na ocasião.

Além disso, apesar da pressão temporária do petróleo, a equipe econômica do banco entende que o Banco Central pode “olhar através” do choque, desde que seus efeitos sobre a inflação não se mostrem persistentes. A projeção da casa é de Selic em 11,75% no fim de 2026 e 9,5% no fim de 2027, patamares mais benignos para ativos de risco.

O Safra também lembra que, em ciclos anteriores de afrouxamento monetário, o múltiplo preço/lucro do Ibovespa avançou, em média, de 9,8 vezes para 11 vezes, reforçando a tese de reprecificação da bolsa quando os juros entram em trajetória de queda.

A tese de médio prazo do banco segue apoiada em: bolsa descontada; lucros em recuperação; possível continuidade do corte de juros; fluxo internacional para emergentes; maior atratividade relativa de setores da economia real.

(com Estadão Conteúdo)

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