8 de abril de 2026

​Empresário supera a infância pobre e comanda grupo empresarial de sucesso 

A história do empresário Lourival Turcio, que começou a trabalhar aos 7 anos de idade e hoje é dono de três empresas no segmento de isolantes térmicos industriais
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O empresário Lourival Turcio é dono da Tecnotermo Isolantes Térmicos e de outros dois negócios no mesmo segmento. O grupo é representante de vendas de grandes fabricantes de materiais para isolamento térmico de equipamentos e instalações industriais. Além disso, presta assessoria para a instalação dos produtos. Foi fundado há 34 anos, tem 40 funcionários, atende algumas das maiores indústrias do país e vem apresentando resultados consistentes há muitos anos. Por trás desse sucesso, há uma história de muito trabalho e superação.

Turcio nasceu no município de Bento de Abreu, no interior paulista, como o penúltimo de 13 irmãos. “Meu pai era lavrador e minha mãe trabalhava na lavoura. A vida era muito difícil”, ele conta. “Minha mãe era analfabeta e meu pai estudou só por oito meses.”

Aos 7 anos, ele começou a trabalhar na roça, ajudando na colheita de arroz, feijão e café. Em 1970, quando ele tinha 11 anos, a família se mudou para a capital, indo morar numa comunidade chamada Morro do Querosene, na região do Butantã. “Vivíamos apertados em um quarto, sala, cozinha e banheiro. Não tinha espaço para nada, mas a gente precisava se virar”, recorda.

Sonho de estudar fora

Para ajudar no sustento da casa, nessa época ele realizou várias atividades. Recolheu papelão e latas na rua, engraxou sapatos, carregou sacolas de clientes na feira e trabalhou para uma empresa de coleta de jornais e revistas usados. Aos 16 anos, conseguiu emprego como office boy em uma empresa fabricante de isolantes térmicos, iniciando sua trajetória no setor em que mais tarde empreenderia. “Comecei no escritório e fui subindo. Passei para auxiliar de vendas e cheguei a supervisor”, ele conta.

Após terminar o segundo grau, hoje equivalente ao ensino médio, decidiu trocar a estabilidade do emprego pelo sonho de fazer um curso de marketing na Inglaterra. Sem falar inglês nem ter dinheiro para bancar os estudos, foi trabalhar em uma casa de família no país. “Eu cuidava de duas crianças em troca de moradia e comida, e nas horas vagas fazia bicos de jardinagem e limpeza”, ele recorda.

Estudou inglês, mas, por dificuldade financeira, não pôde continuar os estudos – e no ano seguinte, 1980, voltou ao Brasil, que então enfrentava uma grave crise econômica. Ficou seis meses procurando emprego até ser recontratado pela antiga empresa, que havia sido comprada por um grupo multinacional, onde permaneceu por mais nove anos, chegando ao cargo de gerente de vendas. Durante esse período, voltou a estudar e se formou em Economia.

Negócio próprio e dinheiro confiscado

Foi então que começou a planejar algo maior. “Eu já estava cansado da rotina de uma multinacional e queria ter meu próprio negócio”, ele diz. Após meses de conversa com seus superiores, conseguiu fazer um acordo para ser demitido, com planos de usar os recursos da rescisão para montar uma empresa de representação comercial no mesmo segmento. O ano era 1990, e poucos dias após o dinheiro cair em sua conta, foi confiscado pelo Plano Collor. “Fiquei sem nenhum dinheiro”, ele conta.

Apesar do duro golpe, Turcio seguiu em frente – e, aos poucos, o negócio foi engrenando. Firmou contratos de distribuição com grandes fabricantes, inclusive com a empresa em que havia trabalhado, conquistou clientes por todo o Brasil e não parou mais de crescer.

Depois da Tecnotermo Isolantes Térmicos, de vendas, montou a Tecnotermo Montagens, focada na instalação dos produtos, e a Altec, dedicada à distribuição de alumínio para revestimento de isolantes térmicos. “Chegamos a ter 200 funcionários em grandes obras, mas com o tempo o mercado mudou, e eu parei de fazer mão de obra direta. Hoje, damos suporte técnico a pequenas empresas que fazem esse trabalho”, explica.

Boas parcerias

Atualmente, suas empresas atendem clientes de vários setores, com destaque para o agronegócio e a indústria petroquímica. “Trabalhamos com materiais de alta qualidade, como a fibra cerâmica e a lã de rocha, com foco em ajudar nossos clientes a economizar energia”, diz Turcio.

O grupo mantém relacionamentos de longo prazo tanto com fornecedores e clientes quanto com funcionários e outros parceiros de negócios. “Nossos funcionários têm dez, vinte, trinta anos de empresa”, ele exemplifica. “O mais antigo está com a gente desde o início, há 34 anos.”

Entre os parceiros, ele cita também a XP, que o atende há cinco anos. “O meu gerente em outro banco foi para lá e eu fui junto”, ele conta, elogiando a instituição. “Eles sempre foram muito ágeis e desburocratizados, o que faz toda a diferença. Se eu peço alguma coisa, em minutos já tenho uma resposta. Isso é algo muito valioso para nós.”

Segundo ele, a XP também vem contribuindo em um movimento importante que ele espera realizar nos próximos anos: a sucessão no comando das empresas. Um candidato a substituí-lo, afirma, é um sobrinho que trabalha na empresa há mais de trinta anos. “Ele tem um perfil muito parecido com o meu, e acredito que vai dar continuidade aos negócios. Mas sempre com pé no chão, com muito respeito ao mercado e às pessoas”, conclui o empresário.

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