Vice-presidente afirma que fatia das exportações afetadas caiu e vê espaço para ampliar comércio bilateral
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A nova rodada de tarifas anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não deve retirar a competitividade do Brasil no comércio internacional, segundo avaliação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin.
A declaração foi feita nesta sexta-feira (20), após a Suprema Corte norte-americana considerar ilegais as tarifas impostas por Trump em abril do ano passado.
A decisão da Corte estabeleceu que a definição de tarifas é competência do Congresso dos EUA. Em resposta, Trump anunciou que recorrerá a outros instrumentos legais para manter a política de taxação e confirmou a criação de uma tarifa global de 10% sobre importações de todos os países.
Ao comentar o impacto sobre o Brasil, Alckmin afirmou que o país foi um dos mais prejudicados pela fórmula conhecida como “10+40”, que combinava tarifa global de 10% com uma sobretaxa adicional de 40% anunciada posteriormente. Segundo ele, o cenário atual é mais favorável do que no auge do tarifaço.
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Segundo o ministro, no início das medidas, 37% das exportações brasileiras estavam sujeitas a sobretaxas. Esse percentual teria recuado para 22%.
“O momento abre oportunidades para investimentos recíprocos. A negociação e o diálogo continuam”, declarou. Para ele, o ambiente atual cria condições para ampliar o fluxo comercial.
Alckmin também destacou que a Seção 232, dispositivo que trata de importações consideradas sensíveis à segurança nacional dos EUA, não foi atingida pela nova tarifa global. O mecanismo abrange produtos como aço e alumínio, relevantes na pauta de exportações brasileiras para o mercado norte-americano.
O vice-presidente afirmou que ainda haverá desdobramentos jurídicos nos Estados Unidos e que o governo brasileiro acompanha o tema. “Muitas dúvidas ainda existem”, disse.
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