20 de fevereiro de 2026

​Após prisão, governo britânico estuda retirar ex-príncipe Andrew da linha de sucessão 

Medida teria de passar pelo Parlamento e ser aprovada também por países da Comunidade Britânica
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O governo do Reino Unido avalia apresentar um projeto de lei para retirar Andrew Mountbatten-Windsor da linha de sucessão ao trono britânico, de acordo com a BBC. A iniciativa impediria que o irmão do rei Charles III viesse a se tornar monarca, ainda que em um cenário improvável.

Atualmente, ele permanece como o oitavo na linha sucessória, mesmo após ter sido destituído de seus títulos — incluindo o de “príncipe” — em outubro, sob pressão por causa de seus vínculos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

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O ministro da Defesa, Luke Pollard, disse à BBC que considera a medida “o certo a fazer”, independentemente do desfecho da investigação policial em curso.

Pollard confirmou que o governo tem trabalhado “absolutamente” em conjunto com o Palácio de Buckingham para evitar que o ex-príncipe permaneça “a um batimento cardíaco do trono”, expressão usada para indicar a proximidade na linha sucessória.

Andrew foi preso na quinta-feira (19) sob suspeita de má conduta em cargo público e liberado após 11 horas, permanecendo sob investigação, segundo a emissora. Ele nega qualquer irregularidade.

Para que Andrew seja removido da linha de sucessão, seria necessário aprovar uma lei no Parlamento britânico, com aval da Câmara dos Comuns e da Câmara dos Lordes, seguida de sanção real do próprio rei Charles III.

Além disso, por envolver as regras de sucessão à Coroa, a mudança precisaria ser endossada pelos 14 países da Commonwealth que têm o monarca britânico como chefe de Estado, como Canadá, Austrália, Jamaica e Nova Zelândia.

A última alteração na linha de sucessão por ato do Parlamento ocorreu em 2013, com a lei que eliminou a perda de direitos por casamento com católicos.

Já a última remoção de um integrante da linha sucessória por legislação data de 1936, quando o ex-rei Edward VIII e seus descendentes foram excluídos após a abdicação.

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