Com falência decretada em 2021, MMX, a mineradora fundada por Eike Batista, terá ativos detidos no Porto do Sudeste, em Itaguaí, leiloados por determinação da Justiça
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Os ativos que a massa falida da MMX, a mineradora fundada pelo empresário Eike Batista, possui no Porto do Sudeste, na Baía de Sepetiba, Itaguaí, vão a leilão nesta quinta-feira, às 15h, no Rio de Janeiro. Segundo o edital, o lance mínimo foi definido em R$ 63 milhões.
O certame estava previsto para ser realizado em meados do ano passado, mas acabou sendo postergado em consequência a questionamentos apresentados pelo Ministério Público e, depois, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Posteriormente, o tramite acabou sendo mantido.
A companhia teve falência decretada em 2021, após a derrocada da antiga EBX, holding de empresas de Eike Batista. O Porto do Sudeste foi desenhado para escoar a produção da MMX em Minas Gerais. Quando a mineradora entreou em recuperação judicial, em 2014, o porto trocou de mãos, sendo adquirido pela holandesa Trafigura e pelo Mubadala, o fundo soberano de Abu Dhabi.
O leilão inclui 9.519.226 debêntures conversíveis em ações do Porto do Sudeste, além de 6.336.766 ações ordinárias da empresa. Juntos, esses ativos foram avaliados em R$ 57,88 milhões pela B23 Capital Assessores Financeiros. O lance mínimo ficou definido em R$ 60 milhões. E ao todo serão somados R$ 3 milhões a serem usados para quitar dívidas jurídicas do processo de falência.
O leilão será feito em sistema de stalking horse offer, ou seja existe um proponente com preferência para arrematar o ativo pelo valor mínimo determinado pela Justiça. Essa posição é do Planck Investimentos em Infraestrututura. Assim, os demais interessados nos ativos à venda devem fazer propostas de valor mais alto. Vence a de maior preço, sendo que o Planck pode cobrir qualquer oferta.
O certame será realizado presencialmente às 15h desta quinta-feira, pelo leiloeiro Erick Soares Teles, na sala de audiências da 4ª Valara Empresarial da Justiça do Estado do Rio de Janeiro, no Centro. As propostas serão abertas e os participantes poderão, então, fazer ofertas de valores mais altos.
Condenado na Justiça e na CVM, Eike vem trabalhando para voltar à cena dos grandes negócios. Desta vez, aposta em combustível verde, com a produção de etanol a partir de uma supercana-de-açúcar. A ideia é que o insumo seja usado ainda para fabricar combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e embalagens biodegradáveis.
A nova empreitada seria patrocinada pela venda de um criptoativo que acabou barrada no país pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O ex-bilionário atendeu as exigências do regulador, justificando que o Eike token foi criado para ser comercializado fora do Brasil. Ele planeja levantar US$ 100 milhões com essa operação, ou um décimo do que diz valer a nova empreitada.
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