1 de abril de 2026

​AtlasIntel: Carlos Bolsonaro enfrenta rejeição e trava na disputa ao Senado em SC 

Desempenho contrasta com força de Flávio no estado e expõe limites do bolsonarismo local
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A disputa pelo Senado em Santa Catarina expõe um descompasso dentro do próprio campo bolsonarista. Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera com ampla vantagem os cenários presidenciais no estado, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta resistência do eleitorado e aparece atrás na corrida local por uma das duas vagas ao Senado, segundo levantamento da AtlasIntel divulgado nesta quarta-feira (1º).

Na disputa, Carol De Toni (PL) lidera com 30,7% no consolidado dos votos. Na sequência, Esperidião Amin (PP) tem 20,1%, enquanto Carlos Bolsonaro aparece com 18,3%, tecnicamente empatado com Décio Lima, do PT, (13,4%), dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

O dado mais relevante para a viabilidade de Carlos, no entanto, está fora da intenção de voto. Metade dos entrevistados, 50%, considera sua eventual candidatura ao Senado por Santa Catarina como oportunismo político e contrária aos interesses do estado. Apenas 25,6% veem a candidatura como a melhor opção, enquanto 20,6% classificam como legítima, mas questionável.

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Rejeição limita crescimento

A avaliação negativa se reflete nos índices de rejeição. Carlos Bolsonaro registra 43,6%, uma das mais altas do levantamento, atrás apenas de Luiz Inácio Lula da Silva (65,1%), Décio Lima (52,3%) e Eduardo Leite (43,8%).

O desempenho contrasta com o ambiente político favorável ao bolsonarismo no estado. Em cenário presidencial, Flávio Bolsonaro lidera com 53,4% das intenções de voto no primeiro turno em Santa Catarina, contra 28,4% de Lula. Em eventual segundo turno, a vantagem se amplia para 59,4% a 31,1%.

A diferença sugere que a transferência de capital político dentro do grupo não é automática. Mesmo em um estado com forte rejeição ao governo federal — Lula tem aprovação de 24% e desaprovação de 71% —, o desempenho de Carlos não acompanha a força do sobrenome.

Cenário adverso

Outro fator que pressiona a candidatura de Carlos Bolsonaro é a consolidação do campo aliado no estado. O governador Jorginho Mello (PL) aparece com 49% das intenções de voto e venceria todos os cenários de segundo turno testados.

Jorginho tem 59% de aprovação e 51% de avaliação positiva (ótimo ou bom). Além disso, 53,8% dos eleitores afirmam que ele merece reeleição. A percepção de que o estado está no caminho certo chega a 64%.

Nesse contexto, Carol De Toni surge como principal beneficiária do eleitorado alinhado ao governador e ao bolsonarismo, concentrando votos e apresentando o melhor índice de imagem da pesquisa, com saldo positivo de 37 pontos percentuais.

Disputa interna reduz espaço

A combinação entre rejeição elevada, percepção de candidatura externa ao estado e fragmentação do campo de direita reduz o espaço competitivo de Carlos Bolsonaro. A presença de outros nomes viáveis dentro do próprio espectro ideológico, como Carol De Toni e Esperidião Amin, dificulta a consolidação de uma candidatura única.

O resultado é um cenário em que o bolsonarismo mantém força eleitoral em Santa Catarina, mas não de forma homogênea entre seus principais nomes. A disputa pelo Senado evidencia que a marca política pode não ser suficiente para garantir competitividade em eleições locais.

A pesquisa ouviu 1.280 eleitores entre os dias 25 e 30 de março de 2026, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números SC-05257/2026 e BR-01666/2026.

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