Desempenho fraco já era esperado com pressão vinda do conflito no Oriente Médio
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A Aura (BDR: AURA33) reportou números preliminares de produção em linha com o esperado para o primeiro trimestre de 2026. Excluindo o resultado da recém incorporada Mineração Serra Grande (MSG), a companhia teve uma queda de 5% na comparação com o trimestre. Em relação ao ano anterior, a produção subiu 22%.
Mesmo com o resultado neutro, a ação tem demonstrado força nesta sexta-feira (10). Ao longo da manhã, a AURA33 chegou a ser negociada por R$ 172,50, na máxima do dia. Por volta das 12h30, a ação subia 3,71%, a R$ 172,16.
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De maneira geral, o resultado fraco já era esperado pelos mercados. Para a XP Investimentos, apesar da produção alinhada com as previsões, a companhia ainda possui vetores de valorização, ligados à execução em MSG e Borborema.
A produção de ouro totalizou 82,1 kGEO (mil onças equivalentes de ouro), incluindo as minas. Para o trimestre, o resultado foi estável, mas em comparação com o ano anterior, o resultado anual superou a máxima histórica da Aura. De acordo com o Itaú BBA, a produção acabou impulsionada pelo ramp-up de Borborema e pela incorporação de MSG.
Mesmo com o recorde, o banco destacou que a produção anualizada ficou 3% abaixo do limite inferior do guidance para 2026. Conforme os analistas, o sequenciamento de mina em Apoena, Borborema e as iniciativas em MSG impediram um avanço mais significativo da produção.
Para o Bradesco BBI, a companhia poderá ter uma melhora gradual nos próximos trimestres, puxada pela MSG. De acordo com os economistas, a recuperaçao deve ser gradual, com a empresa focada em atingir o guidance de 340-390k GEO para este ano fiscal.
Apesar da volatilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio, a XP destaca uma perspectiva favorável para o preço do ouro no médio prazo. De acordo com bancos como ANZ Banking Group e Goldman Sachs, o ouro deve se recuperar no longo prazo, impulsionado pela demanda resistente dos bancos centrais e a incerteza geopolítica, por exemplo.
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